Meditação diária de 13/08/2019 por Flávio Reti – Eduardo Henrique Accioly Campos
13/08/2019
Culto de Oração (14/08/2019 às 20h00)
14/08/2019

Meditação diária de 14/08/2019 por Flávio Reti – Enzo Anselmo Ferrari

14 de agosto

Hebreus 12:28  “…retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente, com reverência e temor”

Enzo Anselmo Ferrari

Quem gosta daquele zuadão de motores dos carros de fórmula 1 com certeza já ouviu falar de Enzo Anselmo Ferrari que é o fundador da escuderia Ferrari e também da fábrica de motores Ferrari. Esse senhor, quando estava com 10 anos de idade, assistiu pela primeira vez, em Bolonha, na Itália, uma corrida de carro, isso em 1908 e de lá pra cá sempre foi apaixonado por carros e competição. Até o surgimento da primeira guerra mundial, Enzo trabalhava como mecânico, mas arrumou uma vaga como piloto de teste na Construzioni Mecaniche National e aos vinte e um anos ele tentou entrar para a Fiat, mas não deu certo e ele foi dispensado. Tentou a Alfa Romeo como piloto e deu certo. Se fosse pouco, ele criou a escuderia Ferrari, em 1925 na cidade de Módena e depois da segunda guerra se mudou para Maranello. Enzo tinha um filho, esperança dele na fórmula 1, mas o menino morreu com 26 anos de distrofia muscular progressiva e com isso o humor de Enzo decaiu e ele se tornou uma pessoa intratável, sisudo, de mau temperamento. A partir daí, ele nunca mais pisou numa pista de corrida e começou usando óculos escuro. De mecânica ele entendia, era autodidata a ponto de receber da Universidade de Bolonha o título honoris causa em Engenharia de motores e se fosse pouco recebeu também o título de engenheiro em Física. O governo italiano o condecorou com o pomposo título de comendador. Enzo criou para a marca Ferrari um carro chamado F40 e gostou tanto do carro que chegou a dizer o seguinte: “Se Deus fosse um carro, ele seria um F40”.  Os bombardeios da segunda guerra praticamente destruíram a sua fábrica de motores e carros, inclusive a parte que produzia carros comuns de rua. Em 14 de agosto de 1998, morria o comendador Enzo Anselmo Ferrari ao 90 anos de idade, mas deixou sua marca registrada como um símbolo máximo nos melhores carros de luxo, além de um nome que marcou a escuderia Ferrari, uma equipe de pilotos e a mais empolgante história do automobilismo internacional.

Eu me surpreendi com sua comparação de Deus com um carro. Isso soa como uma blasfêmia, é abertamente uma banalização da pessoa de nosso Deus. Acho que a santidade de Deus não permite tais comparações e nem tais vocabulários para se referir a ele. Todos os profetas quando se referiam a Jeová o chamavam de santo e se curvavam no solo, velavam o rosto e temiam pela sua vida ao pronunciar o nome de Jeová. É verdade que Deus é amor, ele se simpatiza com os pecadores, mas o verdadeiro amor não permite atrevimentos. O profeta Isaías temeu pela sua vida simplesmente porque viu ao Senhor numa visão (Is.6:5), o povo de Israel pediu a Moisés que intercedesse por eles e falasse com eles, não o Senhor, porque temiam pela vida (Êx.20:19). Como já estamos há seis mil anos de pecado, afastados de Deus, perdemos a noção da santidade de Deus e da sua glória e majestade. Esquecemos que diante dele, na linguagem do Salmista, vai um fogo consumidor (Sal.97:3). Precisamos aprender a tomar cuidado quando nos aproximamos de Deus e mesmo quando nos referimos a ele.

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