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Meditação diária de 14/07/2019 por Flávio Reti – Luis Gálvez Rodrigues de Arias

14 de julho

Salmos 24:1  “Do Senhor é a terra e sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam”

Luis Gálvez Rodrigues de Arias

Algum dia você soube que o Estado do Acre já foi um país independente? Esse camarada, Luis Gálvez Rodrigues de Arias, apontado como boliviano, proclamou a República do Acre em 1899 e por duas vezes governou a recém criada República do Acre. Não pense que era um João Ninguém, ou algum seringueiro doido, porque ele estudou ciências jurídicas e sociais na Universidade de Sevilha e foi diplomata espanhol em Roma e em Buenos Aires. Lá um dia deu uma loucura nele e emigrou para a América do Sul em busca do Eldorado, a terra do ouro, na Amazônia. Morou em Belém do Pará onde foi jornalista no Correio do Pará, morou em Manaus onde escrevia para o jornal Comércio do Amazonas. Aconteceu que A Bolívia celebrou um contrato com os Estados Unidos para exportação da borracha e o documento caiu nas mãos de Gálvez para traduzir para o Inglês. Quando ele percebeu o potencial do Acre, ele procurou o governador da região para promover a independência do Acre. O governador apoiou, forneceu armas, provisão, munições, recursos em dinheiro e até um navio equipado com canhão. Gálvez envolveu seringueiros e veteranos de guerra de Cuba com a desculpa que eles não podiam ser brasileiros e não aceitavam ser bolivianos e com isso veio a tentativa de implantar um governo em um novo país e se instalar como imperador. Criou uma bandeira, distribuiu ministérios, fundou escolas e hospitais, criou um exército, corpo de bombeiros e emitiu selo postal e pensa, era um país até moderno para a época. Mas o Brasil tinha um tratado com a Bolívia concordando que o Acre pertencia à Bolívia e baseado nisso o governo brasileiro mandou tropas com 4 navios de guerra para prender Luis Gálvez, destruir a republiqueta do Acre e devolver as terras para a Bolívia. Luis Gálvez foi exilado no Recife e posteriormente extraditado para a Espanha. Anos depois Gálvez ainda retornou ao Brasil, mas o governo do Estado do Amazonas o prendeu num forte em Roraima. De lá ele conseguiu fugir para a Espanha onde morreu. Até hoje ainda existe uma estátua de Gálvez na entrada da Assembleia Legislativa do Acre com a seguinte inscrição: “Se a pátria não nos quer, criamos outra! Viva o Estado independente do Acre”. Os acreanos de hoje, um século depois do episódio, não sabem direito a história de seu próprio estado.

Essa história não guarda alguma semelhança com satanás querendo tomar posse desta terra e torná-la independente de Deus, o criador dela? Satanás foi tão atrevido que no deserto, quando tentava Jesus, teve a pachorra de dizer: “Tudo isso te darei se prostrado me adorares”, como se esta terra fosse de fato dele, o usurpador. Felizmente veio Jesus para reivindicar a posse deste mundo e satanás foi rechaçado. Hoje sabemos que Deus ainda domina sobre o universo, porque de direito o tem pela criação. Satanás nada criou, logo, nada pode reivindicar, não passa de um embusteiro e impostor atrevido. E nós, temos, então, a oportunidade de decidir a quem se submeter, se ao criador legítimo ou se ao usurpador que será desmascarado e finalmente destruído após o milênio.

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