Meditação diária de 13/04/2019 por Flávio Reti – Samuel Langhorn Clemens
13/04/2019
Meditação diária de 15/04/2019 por Flávio Reti – Emad El-Din Mohamed Abdel Moneim Fayed
15/04/2019

Meditação diária de 14/04/2019 por Flávio Reti – Johanna Mansfield Sullivan Macy

14 de abril

Salmos 146:8  “O Senhor abre os olhos aos cegos, o Senhor levanta os abatidos e o Senhor ama os justos”

Johanna Mansfield Sullivan Macy

Johanna Sullivan, Anne Sullivan, Annie Sullivan são a mesma pessoa. Aqui está uma professorinha que contribuiu grandemente na história de pessoas cegas. Ela teve a honra de ter sido a professora de Hellen Keller, aquela adolescente cega e surda a quem ensinou se utilizando de uma linguagem de sinais e pelo tato, o que futuramente veio a ser denominado de linguagem Braille. O grande assombro fica para o fato de que Johanna Sullivan também era deficiente, quase cega, e só depois de quase uma dezena de cirurgias ela conseguiu recuperar um pouquinho a visão. Seus pais eram fazendeiros que emigraram para os Estados Unidos vindos da Irlanda. Johanna teve a má sorte de nascer num lar pobre e humilde e para piorar ela era cega, e por cima de tudo isso foi abusada por seu próprio pai, um alcoólatra inveterado. Johanna foi abandonada em um orfanato juntamente com um de seus irmãos, mas seu irmão contraiu tuberculose e morreu em seguida. A despeito de viver em um orfanato, onde a vida era precária, sem muitas condições, Johanna mesmo assim conseguiu prosperar. Certo dia, o presidente das Instituições de caridade do Estado veio visitar o orfanato e Johanna se jogou aos seus pés implorando: “Sr. Samborn, eu quero ir à escola”. E ela foi para a escola, no instituto Perkins para cegos de onde ela saiu para ser professora. Johanna, como professora, recebeu Hellen Keller, com apenas 7 anos e totalmente indisciplinada, mas Johanna começou as aulas ensinando primeiro obediência e depois o alfabeto ASL (American Sign Language). Johanna possuía uma tremenda capacidade de comunicação e surpreendia a todos com quem tivesse contato. Hellen Keller foi mudando, foi se tornando conhecida e admirada e Johanna sempre a acompanhava nas suas viagens e palestras. Quando Hellen Keller também se formou, Johanna se casou com um professor instrutor de Harvard, de nome John Albert Macy. Apesar de muitas cirurgias, Johanna nunca recuperou por completo sua visão, mas recebeu o prêmio de reconhecimento da Universidade Templo, do Instituto Educacional da Escócia e da Fundação Roosevelt por ter tido a capacidade e a paciência de ensinar Keller.

Eu gostaria de pensar um pouco no quanto esse mundo é cruel para quem tem alguma deficiência. A vida sorri para alguns e faz cara feia para outros. Parece que tanto para Johanna Sullivan Macy quanto para Hellen Keller a vida não fez apenas cara feia, ela fez carranca para assustá-las e desanimá-las, mas o esforço foi maior e ambas brilharam num mundo de trevas para elas. Que lição para muitas pessoas normais que passam pela vida apenas resmungando e maldizendo a sorte, sem esperança e sem capacidade de admitir sua condição. A primeira regra dos Alcoólicos Anônimos é reconhecer que é dependente, sem isso é impossível recuperar um beberrão. Não seria esse o mesmo problema nosso de não reconhecer que somos também dependentes de Deus? A mim parece que não tão difícil reconhecer que somos pecadores e como tais totalmente dependentes da graça e do perdão divinos. Você já pensou nesse aspecto da sua vida?

Os comentários estão encerrados.