Meditação diária de 13/02/2020 por Flávio Reti – Bob de cabelo
13/02/2020
Comentários da Lição 7 (1o Trim/2020)
14/02/2020

Meditação diária de 14/02/2020 por Flávio Reti – Bolas de Natal

14 de fevereiro

Êxodo 3:14  “Respondeu o Senhor a Moisés: Eu sou o que sou”

Bolas de Natal

Aposto que faz poucos dias que você desmontou sua árvore de Natal. Você devolveu a árvore na caixa original, guardou as bolas numa sacola e levou para o depósito à espera do próximo Natal de 2020. Mas você pegou cada bola daquelas na mão e pôs na sacola e sequer imaginou a origem da árvore, das bolas? Na origem, as bolas de natal eram frutos de verdade e eram uma referência aos frutos do paraíso, uma lembrança. Mas com o tempo, a árvore frutífera virou um cipreste que não dá fruto, as frutas viraram bolas de vidro e depois de plástico e já foram acrescentando outros enfeites como laços, flores, bonecos imitando papai Noel e na ponta da árvore um sininho ou uma estrela dourada. Hoje ninguém nega que a árvore de Natal é uma das mais populares tradições que faz referência ao Natal, supostamente ao nascimento de Cristo. Desde 3.000 anos antes de Cristo, as civilizações antigas já tinham as árvores como um símbolo divino e até faziam festivais em nome das árvores. Os pagãos já cortavam pinheiros, levavam para dentro de casa e enfeitavam com frutas e outras coisas coloridas para embelezar a sala. No século VIII, um monge beneditino, convencido de que a tradição da árvore enfeitada era uma crença pagã, tomou um machado e cortou uma árvore, no alto de um monte, onde seus fiéis adoravam. Seu ato foi tão mal visto pelos paroquianos que ele se viu obrigado a trazer um pinheiro e tentar convencê-los de que o formato triangular do pinheiro era indicação da santíssima trindade e que as folhas, por serem resistentes e duradouras, eram símbolo da pessoa de Jesus. Pronto, nasceu aí o costume de enfeitar um pinheiro no Natal. A primeira árvore de Natal decorada, não com bolas, mas com enfeites que tinham na época como algodão imitando a neve e velas acesas, foi na Letônia, na cidade de Riga, em 1510. No século XIX o costume se alastrou pela Europa e foi levado aos Estados Unidos e de lá para toda a América Central e do Sul. É uma tradição comum atualmente aos católicos, aos ortodoxos e já tomou conta dos protestantes também que nem sabem porque fazem isso. O comércio se encarregou de difundir o Natal. E as bolas, hoje mais modernas e fabricadas com plástico de baixo custo, são os enfeites preferidos. Mas falando em enfeites das árvores, me ocorreu que as pessoas também se enfeitam. Então por que as pessoas têm a tendência de se enfeitarem e quase ninguém está contente com a cara que têm? Você não vai encontrar em lugar algum da bíblia que Jesus tivesse parado em algum salão de beleza para fazer um penteado, uma maquiagem, um banho de shampoo na barba e no cabelo. Não, ele se apresentava como realmente era, um judeu galileu típico. Mascarar quem somos, querer parecer outro, não fica bem para um cristão. Vamos assumir quem realmente somos, aliás cada um de nós é único no universo de Deus.

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