Meditação diária de 12/12/2017 por Flávio Reti
12/12/2017
Meditação diária de 14/12/2017 por Flávio Reti
14/12/2017

Meditação diária de 13/12/2017 por Flávio Reti

 

13 de dezembro
Dia do deficiente visual

Levítico 19:14   “Não amaldiçoarás o surdo nem porás tropeço diante do cego, mas temerás a teu Deus. Eu sou o Senhor”

Se no princípio exarado pela Declaração dos Direitos Humanos está a igualdade e solidariedade entre todos na mesma sociedade, sem discriminação e distinção, então os deficientes visuais estão incluídos nessa declaração. Ninguém nega que já houve bastante avanço na maneira como os deficientes visuais são tratados. Calçadas com alto relevo para eles sentirem com suas bengalas, elevadores com braile no painel, relógios especiais para o tato, e eu me lembro até de uma máquina especial para escrever em Braile. Tive um aluno cego, Daniel era seu nome, e ele levava para a sala de aula uma máquina especial que escrevia tudo em braile. Ele ia datilografando à medida que o professor ia falando e nas provas sempre era a melhor nota. Inacreditável como um cego retinha mais do que os normais da sala de aula. Entretanto, sempre há mais para fazer a fim de que essas pessoas sejam mais inclusas, na educação e nas demais atividades cotidianas. O objetivo é tornar a vida dos deficientes, não apenas cegos, mais normais e menos penosa por causa da sua limitação.

Na tradição católica, 13 de dezembro é o dia de Santa Luzia. Aliás esses nomes de santos me atrapalharam muito ao escrever essa meditação, porque eu procurava um motivo daquele dia e sempre aparecia em primeiro lugar o nome de algum santo, o que não era do meu interesse. Mas para os católicos Luzia é a santa protetora da visão. Diz a lenda que Luzia tinha um casamento marcado, mas não queria se casar e resolveu fugir. Descoberta a fuga, seu noivo a capturou e a entregou às autoridades eclesiásticas que a torturaram e como castigo maior lhe arrancaram os olhos. A tradição diz que ela recebeu um milagre e recuperou a visão antes de morrer decapitada e por isso se tornou a santa protetora das pessoas com problema de visão. Tradição à parte, esquece a tradição, a data é um alerta importante para todos, sociedade e autoridades, para o incentivo à bondade e à gentileza humanas em apoiar e resguardar o direito de igualdade sem discriminação com qualquer deficiente em qualquer grau.

“Anjos são enviados para ministrar aos filhos de Deus que são fisicamente cegos. Anjos guardam os seus passos e livram-nos de milhares de perigos que, desconhecidos a eles, juncam o seu caminho” (Beneficência Social, pág. 240).

“Foi-me mostrado alguma coisa com respeito ao nosso dever para com os desafortunados, que me senti na obrigação de escrever nesta oportunidade. Vi que está na providência de Deus que as viúvas e órfãos, os cegos, os surdos, os coxos e as pessoas afligidas de diferentes maneiras foram colocadas em íntima relação cristã com Sua igreja; isto visa provar o Seu povo e desenvolver-lhe o verdadeiro caráter. Anjos de Deus estão observando para ver como tratamos essas pessoas que necessitam da nossa simpatia, amor e desinteressada benevolência. Este é o teste de Deus para o nosso caráter. Se temos a verdadeira religião da Bíblia, haveremos de sentir ser um débito de amor, bondade e interesse para com Cristo em favor de seus irmãos e não podemos fazer menos do que mostrar nossa gratidão por Seu imensurável amor para conosco quando éramos nós mesmos ainda pecadores indignos, indignos de Sua graça, manifestando profundo interesse e amor altruístico pelos que são nossos irmãos menos afortunados que nós” (Testimonies, vol. 3, pág. 511).

Ao nosso redor e por toda parte há pessoas que passam por infortúnios e que necessitam de alguma ajuda, de palavras de simpatia, de atos de bondade, e também das nossas orações. Alguns sofrem na dura mão da miséria, da pobreza, outros sofrem enfermidades, desalentadas, perturbadas e nós, à semelhança de Jó, devemos ser para elas os olhos do cego, os pés dos coxos (Jó 29:15). Não só com cegos, que obviamente merecem todo nosso carinho e atenção, mas com todos os necessitados, porque sempre há espaço para fazermos alguma coisa e como cristãos, filhos de Deus que somos, não podemos ficar parados à espera de que os outros façam alguma coisa, que o governo faça alguma coisa. Nós somos os pés e as mãos de Cristo no momento. Então, vamos agir!

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