Matéria no site G1 – Saiba como é a vida em um colégio interno
11/12/2017
Meditação diária de 13/12/2017 por Flávio Reti
13/12/2017

Meditação diária de 12/12/2017 por Flávio Reti

12 de Dezembro
Dia do maior ato de filantropia

Salmos 23:6   “Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida e habitarei na casa do Senhor por longos dias”

Eu estava lendo alguma coisa sem qualquer intenção e me deparei com a doação que a Fundação Ford fez ao jornal Washington Post para que este fizesse a cobertura da prestação de contas do governo americano, 500 mil dólares. Segundo a fundação, que diz ser sem fins lucrativos, a doação seria para a contratação de mais 4 repórteres para cobrir projetos especiais relacionados com “dinheiro, política e governo”. A mesma fundação já havia doado ao jornal Los Angeles Times a quantia de 1 milhão de dólares para a contratação de 5 jornalistas. Doação sem fins lucrativos era a alegação da Ford, da fundação, mas na realidade era para levantar a popularidade do jornal que está em queda com as pessoas usando cada vez mais a internet. Daí, eu me interessei pelo assunto e fui pesquisar na internet os maiores doadores da atualidade e encontrei lá os dez maiores: Bill Gates, através de uma fundação denominada Fundação Bill and Melinda Gates, dono de um patrimônio de 66 bilhões doou 26 bilhões. Mas de 1/3 do patrimônio doado para melhoria de vida, saúde, educação e pesquisa na área de saúde. Em segundo lugar vem Warren Buffett, possuidor de uma fortuna de 46 bilhões, fez uma doação de 17.3 bilhões para a fundação Bill and Melinda Gates e deixou testamento para quando morrer toda sua fortuna ser doada para filantropia. O terceiro da lista é George Soros, possuidor de uma fortuna de 19 bilhões e doou 8.5 bilhões para Ongs que apoiam causas contra o racismo, pesquisa e combate à pobreza. O homem mais rico do mundo, Carlos Slin Helu, dono de uma fortuna de 69 bilhões, doou apenas 4 bilhões. Valores citados sempre em dólares. Não descobri a data que fizeram as doações, mas me admirei de ver bilionários abrindo mão de bilhões, observe bem, não é mil, nem milhão, é bilhões. Agora pense, por que as pessoas, quando passa a salva da oferta na igreja, tem dificuldade para doar 10,00 reais? Quando alguém pede alimento, a dona da casa corre lá dentro e dá aquele pacote de fubá velho quase estragado? Tem alguma coisa errada com nosso conceito de filantropia e nós precisamos descobrir qual é. Nossa igreja tem um sistema especial de dízimos que é um princípio tão duradouro como é a lei de Deus. Projetado por Deus para ser uma bênção, do contrário, Ele não o haveria dado. Mas não é de dízimos que estamos falando e nem me interessa entrar nessa área porque não sou economista e nem trabalho na tesouraria da igreja.

Estou especulando sobre nossa motivação em dar livremente, segundo nosso coração, a chamada doação voluntária. Veja o que escreveu Ellen White a esse respeito: “Alguns não se têm erguido e unido no plano da doação sistemática, desculpando-se de não estarem livres de dívidas. Alegam que primeiro a ninguém devem ficar devendo coisa alguma. (Rom. 13:8.) Mas o fato de terem dívidas não os escusa. Vi que devem dar a César o que é de César e, a Deus, o que é de Deus. Alguns são conscienciosos quanto a não dever coisa alguma a ninguém, e pensam que Deus nada pode exigir deles enquanto todas as suas dívidas não estiverem pagas. Aí é que eles se enganam. Deixam de dar a Deus o que Lhe pertence. Devem todos levar ao Senhor uma oferta agradável. Os que têm dívidas devem retirar a quantia que devem do que possuem, e dar uma parte proporcional do restante” (Testimonies, vol. 1, pág. 220). A doação sistemática não se deveria e não deve ser compulsão sistemática. É a oferta voluntária que é aceitável a Deus. A verdadeira beneficência cristã brota do princípio do amor, do agradecimento. Não pode existir amor a Cristo, sem amor correspondente para com aqueles por cuja redenção Ele veio ao mundo. E beneficência não é só doar dinheiro, engana-se quem assim pensa. Podemos doar nosso talento, nosso tempo, nosso conhecimento, nosso próprio eu na atividade solidária. Deus esvaziou o céu quando deu Jesus para morrer na cruz. É um assunto para pensarmos um pouquinho mais e talvez hoje seja um bom dia. Ser rico ganancioso parece até normal, embora não seja normal, mas ser pobre como muitos e ser sovina ao lado de outros pobres, parece que não faz muito sentido. Está faltando amor no coração. Pense nisso!

 

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