Comentário da Lição 7 (2o Trim/2017) por Membros da Classe do Moisés Sanches Júnior
11/08/2017
Meditação diária de 13/08/2017 por Flávio Reti
13/08/2017

Meditação diária de 12/08/2017 por Flávio Reti

12 de agosto

Dia das artes

Isaías 40:26    “Levantai ao alto vossos olhos e vede: Quem criou essas coisas? Foi aquele que faz sair o exército delas segundo o seu número; ele as chama a todas pelo seu nome, por ser ele grande em foça e forte em poder, nenhuma faltará”

Essa pergunta de Isaías está se referindo às estrelas, ao firmamento. A resposta é óbvia, Deus criou. Ele foi o dono da arte de criar. O conceito de Arte é muito amplo e diversificado e abrange várias áreas da inteligência humana. Para o homem, a arte é a expressão da liberdade. Para a população em geral, o teatro, o cinema, a literatura, o circo, a pintura, tudo é arte. Tudo que seu gênio inventivo puder realizar é arte. O que é curioso é que a arte nasce com o homem, mas ela permanece depois dele. Diferente do menino que quando faz coisa errada a mãe diz que ele está fazendo arte.

A arte mexe com nossas percepções, sentidos e nos faz viajar, ver coisas além da nossa realidade. Isso tudo além de deixar a vida mais bonita! A primeira Grande obra de arte, depois da criação, claro, foi a construção da Torre de Babel. Deveria ser atraente e chamar atenção. Afinal nunca alguém havia visto tamanha obra e com tamanha pretensão. Depois vem a Arca de Noé. Quanta admiração deve ter causado para as pessoas ver aquele enorme barco sendo construído em terra seca, longe do mar. Deveria ser um monumento do grande artista Noé. O templo de Salomão deve ter sido uma outra enorme obra de arte. Demorou sete anos para ser construído (I Re.7:37). Salomão convocou 30.000 homens de Israel e mandou para o Líbano em levas de 10.000 cada mês, se revezando. Convocou 70.000 homens do país inteiro que não eram israelitas para servir como carregadores e 80.000 homens como cortadores de pedras e de madeiras. Como supervisores Salomão contratou 3.300 homens (I Re.5:15-16; 9:20; 21; II Cr.2:2). Havia uma escada tipo caracol (I Re.6:8) para acessar os dois pisos superiores. Esses dados, todos tirados da bíblia, nos dão a dimensão do tamanho dessa obra de arte.

Mas a obra de arte mais bela não está nos grandes edifícios, grandes monumentos criados pelo homem para sua admiração, ou para seu orgulho. A maior obra de arte está na construção de um caráter elevado, nobre e firme. Quando Lutero foi aconselhado a não ir até o castelo de Worms onde ele era esperado e sua condenação era certa, ele disse o seguinte: “Ainda que cada telha daquele castelo se transforme em um demônio contra mim, irei até lá”. Custa pra nós entender a grandeza de seu caráter, a firmeza de suas convicções, a fé que o impulsionava. Quando Jerônimo estava já amarrado e colocado para ser queimado e o algoz chegou para atear o fogo, ele disse “venha pela frente, se eu tivesse medo não estaria aqui”. Que caráter, que monumento à verdade! A maior obra de arte já feita entre os homens foi a ereção da rude cruz onde Jesus foi pregado. É dela que se fazem réplicas ainda hoje. Foi uma tamanha obra de arte, de amor, de tudo que se possa imaginar que até hoje o cinema cópia, o teatro cópia, os pintores copiam, os literatos descrevem e ela permanece como a obra de arte inigualável erigida pelo próprio senhor Jesus Cristo. Sem palavras para descrever a cruz e muito mais sem palavras para descrever o que ela significou, significa e significará por toda a eternidade. Até hoje, crentes de todas as épocas descansam à sombra da cruz, aos seus pés muitas almas têm deixado seu fardo e olhado para cima com esperança. Na cruz Jesus expressava todo seu amor e o amor nos constrange. Não sou artista, mas admiro a obra de arte suprema levantada por Jesus, não para admiração de visitantes num salão de amostras culturais, mas para a salvação de todo aquele que crer. Jesus é o artista mor.

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