Comentários da Lição 5 (4o Trim/2017) por Membros da Classe do EJC
10/11/2017
Elaboração do Novo Hinário Adventista
11/11/2017

Meditação diária de 11/11/2017 por Flávio Reti

11 de novembro
Dia do Armistício

II Samuel 11:1   “Tendo decorrido um ano, no tempo em que os reis saem para a guerra, Davi enviou Joabe e com ele os seus servos e todo o Israel, e eles destruíram os amonitas e sitiaram Rabá, porém, Davi ficou em Jerusalém”

Pela definição do dicionário de Aurélio, armistício é a suspensão das hostilidades entre beligerantes como resultado de uma convenção, sem contudo pôr fim à guerra, uma trégua. Às 11 horas do dia 11 de Novembro (mês 11), a Alemanha e os aliados assinaram oficialmente o armistício encerrando as hostilidades da I grande guerra mundial. Esse dia ficou na história como o dia do Armistício e como um dia de lembrança em respeito a mais de 20.000.000 soldados mortos em consequência da guerra, a primeira guerra mundial. O ano era 1918. Só a Inglaterra perdeu 1.115.597 soldados lutando nas “trincheiras lamacentas” até que a paz voltou. Era época das papoulas florescerem, os campos de plantação de papoulas estavam em flor e por isso os soldados restantes voltavam trazendo uma papoula na lapela da farda e assim a flor se tornou o símbolo do armistício. Na Inglaterra esse dia é chamado de REMEMBRANCE DAY (dia da lembrança) e celebrado sempre no segundo domingo do mês de novembro, o dia mais próximo do dia 11. As pessoas param 2 minutos em silêncio pelas vítimas da guerra e os veteranos saem em passeata pelas ruas para relembrar seus colegas mortos e enquanto desfilam vão depositando flores de papoula nos memoriais da guerra. E por que papoula, não podia ser uma rosa? Ou um cravo? É que a papoula é uma planta resistente por lá, que cresce normalmente em condições adversas em toda a Europa Ocidental e que crescia inclusive nos campos de batalha, além de ser vermelhas, cor de sangue. Nessa época, muitos ingleses, mesmo não sendo soldado ou ex-combatente, usam uma papoula na lapela para lembrar o sacrifício de mais de 1 milhão de britânicos.

O profeta Isaías visionava um dia em que muitas nações converteriam suas espadas em relhas de arado e as suas lanças em foices, quando uma nação não levantaria mais a espada contra outra nação nem aprenderiam mais a guerrear. Depois ele arremata dizendo “Vinde à casa de Jacó e andemos na luz do Senhor” (Is.2:2-5).

Bem em frente ao prédio das Nações Unidas, em Nova York, existe uma estátua de um homem forjando sua espada em uma relha de arado. Óbvio, ela foi concebida com base nos versos acima, do profeta Isaías. Mas quando se cumprirão essas palavras? No jornal The New York Times, numa reportagem de 1999 trazia um artigo sobre a venda de armas e afirmava que a venda de armas havia, naquele ano, atingido a cifra de 30 bilhões de dólares no mundo. E sabe qual país foi o que mais investiu em armas? Já adivinhou, o próprio Estados Unidos e em segundo lugar a Rússia. O artigo arrematava dizendo que 2/3 desse valor foi vendido para países em desenvolvimento, querendo dizer que os pequenos também estão se armando. Quando será, então, que as palavras do profeta Isaías se cumprirão? Falta apenas 1 ano para completar 100 anos desde que cessou o combate da I grande guerra mundial em 1918 e até agora não vimos o cumprimento da visão de Isaías. Aliás, Isaías profetizou lá pelo anos 650 antes de Cristo e até hoje não vimos seu cumprimento. Vemos o contrário da profecia, homens transformando relhas de arado em espada e foices em lanças, é o mundo em que estamos vivendo. A profecia deve se cumprir no povo de Deus dos últimos dias, veja em Is.2:2 que ele mesmo diz que será nos últimos dias. Os seguidores de Jesus nesses últimos dias é que deverão transformar espadas e arado e lanças em foices, sabe como? Com a pregação do evangelho da paz. Empenhando-se pela paz com todos como disse Paulo aos Hebreus: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (12:14). Quando Jesus foi preso no Horto, Pedro sacou da espada para matar um dos soldados, felizmente o golpe apenas cortou-lhe uma orelha, mas Cristo disse imediatamente: Guarda a espada (Mat.26:52), não é assim. Em nós deve estar o cumprimento da profecia de Isaías porque “por meio disso todos saberão que sois meus discípulos” (Jo.13:35) e “Bem aventurados os pacificadores porque eles serão chamados filhos de Deus” (Mat.5:9). Buscar a paz e segui-la era o conselho de Pedro (I Ped.3:11), e com tudo isso concluímos que nós devemos ser os pacificadores, os que vão lutar para transformar espadas em relhas de arado. Um dia a terra terá paz e será quando Cristo regressar trazendo com ele a salvação dos crentes fieis. Não é mais tempo de sair para a guerra como dizia nosso verso inicial.

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