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10/10/2017
Meditação diária de 12/10/2017 por Flávio Reti
12/10/2017

Meditação diária de 11/10/2017 por Flávio Reti

11 de outubro
Dia do deficiente físico

Mateus 15:31   “De modo que a multidão se admirou vendo mudos a falar, aleijados a ficar sãos, coxos a andar, cegos a ver e glorificaram ao Deus de Israel”

Segundo dados do último censo em 2010, o Brasil tinha mais de 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, representando esses dados 23.92% da população. É um número muito elevado, quase 1\4 da população. Ser deficiente já é constrangedor, mas o pior é que as deficiências são tratadas pelo restante da população como um motivo para alguma discriminação e com isso a vida do deficiente vai ficando mais difícil. As deficiências variam muito, podem ser psicológica, fisiológica, motora e de algum modo dificulta o pleno exercício normal para um ser humano. Suas realizações fogem ao padrão esperado como normal. Uma pessoa com deficiência pode ser de nascimento ou pode adquirir por algum trauma, por algum acidente, mas de qualquer jeito ela vai ser tratada como tal e estará sujeita aos aborrecimentos que a discriminação traz sobre ela. O que as pessoas deficientes precisam, em geral, é de uma atenção maior por parte dos governos, das famílias, das empresas, com respeito à inclusão, à acessibilidade, porque devido ao abuso que estão sujeitas elas se tornam mais vulneráveis e não frequentam a escola. O mercado de trabalho nega acesso aos deficientes porque os empregadores, em geral, acham que as pessoas são incapazes de render com eficiência no trabalho e que vai ser mais caro mantê-la, logo, é fundamental que se criem políticas de acolhimento melhor para essa parcela da população.

O problema dos deficientes não é novo. Os evangelistas registram que muitos deficientes eram trazidos a Jesus já naquele tempo. “E vieram a ele grande multidão trazendo consigo coxos, aleijados, cegos, mudos e outros muitos e os colocaram aos seus pés e ele os curou a todos” (Mat.15:30). Note a palavra MUITOS no verso citado. Se no tempo de Jesus já havia muitos deficientes, o que se pode dizer de nossos dias? Com o aumento da população mundial, obviamente aumenta também o número de deficientes. Mas a deficiência não está só no corpo. Há muitas outras deficiências espalhadas entre os homens que vêm a ser muito mais prejudiciais do que uma simples deficiência física ou funcional. Eu me refiro às deficiências de caráter, deficiências de educação, deficiências de princípios. Esse tipo de deficiência é perniciosa, porque ela é passada para a frente, para as novas gerações e vai virando uma bola de neve, que a cada rolada maior vai ficando. Nossa geração é deficiente em energia moral, somos deficientes em representar adequadamente nossa fé, nossa crença, nossa filiação com o reino dos céus, somos deficientes ao representar a ciência da salvação aos homens do nosso círculo mais próximo. Somos deficientes na sabedoria que demonstramos e no juízo que praticamos. Analisando friamente há mais deficiências em nós, os que se acham normais, do que nos que são realmente deficientes físicos.

E o que se pode fazer para minorar, já nem digo remediar, esse caos, essa deficiência de tônus moral em que nossa sociedade atual está mergulhada? Você riu da piadinha a respeito da eleição do presidente Ernesto Geisel, na meditação de ontem, mas nós estamos afundados numa deficiência de caráter sem precedentes. Bem disse Paulo escrevendo ao seu filho na fé, Timóteo: Sabe, porém, isto, que nos últimos dias sobrevirão tempos penosos, pois os homens serão amantes de si mesmos, gananciosos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a seus pais, ingratos, ímpios, sem afeição natural, implacáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus” (II Tim.3:1-4). Tudo isso é deficiência de caráter. Essa será a situação do mundo nas proximidades da volta de Jesus e o que é que você está vendo hoje? Tem ainda alguma dúvida? A volta de Jesus está batando às nossas portas. Vamos corrigir nossas deficiências a tempo. A nossa deficiência tem cura, a menos que decidamos conviver com elas e nos perder finalmente.

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