Meditação diária de 10/11/2020 por Flávio Reti – Vaso Sanitário
10/11/2020
Culto de Oração
11/11/2020

Meditação diária de 11/11/2020 por Flávio Reti – Vela 

11 de novembro

João 11:25  “Eu sou a ressurreição e a vida, quem crê em mim ainda que esteja morto, viverá” 

Vela 

Provavelmente a vela que você mais conhece é a vela de cera que são acesas nos altares das igrejas, nos cemitérios ou ao pé de alguma cruz como uso corriqueiro entre a população católica. O nome vela tem a ver com velar, vigiar, cuidar que era o que faziam com os mortos. Acendiam algumas velas de cera ao redor do defunto para iluminar e clarear enquanto os amigos e a família ficavam ao redor velando o morto. A palavra vela vem do Latim até nós e lá era Candela que chegou até nós como candeia, daí as palavras candelabro, candelária, incandescente. E por que, então, dizemos vela para as velas e não dizemos candeias? É que a palavra vela vem de outra palavra latina, vigilare, que significa vigiar, ficar acordado. Um vigilante é uma pessoa que passa a noite acordado vigiando alguma propriedade de alguém. As velas feitas de cera e de parafina eram usadas nos velórios exatamente para iluminar, nos quais um grupo de pessoas montava guarda, vigiava, ou vigilava com velas. E por que iluminar velórios? Por que vigiar um defunto? Mais modernamente se descobriu que algumas pessoas sofrem de uma doença denominada catalepsia que deixa a pessoa em um estado de morte aparente e depois de algumas horas o indivíduo acorda, ressuscita e continua a vida normalmente. Por causa disso, os antigos criaram o costume de vigiar o “morto” por algumas horas, esperando que ele acordasse, que fosse apenas uma morte aparente, um caso de catalepsia e esperam vigiando, velando, com velas acesas, durante 24 horas. Passado esse tempo, elas concluíam que o corpo não iria mesmo ressuscitar e procediam com o enterro. Isso faziam e ainda fazem para ver se o morto ainda expressa algum movimento evitando que o enterrem ainda vivo. Com isso, com esse costume, as pessoas atravessavam a noite segurando velas iluminando o ambiente, porque não havia outra fonte de luz, não havia luz elétrica. E o objeto usado para velar acabou ficando com o nome de vela, o mesmo que vigia e o local com o grupo de pessoas em torno do defunto vigiando na espera dele acordar passou a se chamar velório. Em alguns lugares no interior do Estado de Minas Gerais o velório é chamado de “sentinela” a mesma palavra de uso militar que significa vigilância. A bíblia nos ensina que todos haverão de ressuscitar um dia por ocasião da volta de Jesus, com vela ou sem vela. Veja as palavras do apóstolo Paulo sobre esse assunto: “Irmãos, não queremos que vocês sejam ignorantes quanto aos que dormem, para que não se entristeçam como os outros que não têm esperança. Se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, cremos também que Deus trará, mediante Jesus e com ele, aqueles que nele dormiram. Pois, dada a ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta de Deus, o próprio Senhor descerá dos céus e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” (I Tess.4:13 – 16).

 

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