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10/08/2020
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12/08/2020

Meditação diária de 11/08/2020 por Flávio Reti – Pão

11 de agosto

João 6:35  “aquele que vem a mim de modo algum terá fome”

Pão

A história do pão é tão velha quanto a história da humanidade. Dizem que ele foi produzido pela primeira vez há 6.000 anos. É um alimento simples, feito de água, sal e farinha que dá uma massa moldável em vários formatos. É verdade que nosso pão moderninho já vem incrementado com outros cereais além da farinha de trigo, com açúcar, com frutas cristalizadas, com castanhas e nozes, com carnes, com gorduras e especiarias, de maneira que não é mais aquele pão de 6.000 anos atrás, sem fermento, e podemos dizer que é outra coisa. O pão deve ter surgido na região da Mesopotâmia, onde primeiro se começou a plantar o trigo. Os primeiros pães eram feitos sem fermento, inclusive os judeus evitavam o fermento como símbolo do pecado, mas pra nós não se concebe um pão sem fermento porque ele fica achatado, duro e seco. Acredita-se que o fermento para o pão tenha sido descoberto no Egito, 2.000 anos depois da invenção do pão, deixando a massa exposta ao ar onde estão livremente os esporos de fungos da levedura que na massa do pão encontram um ambiente propício para se desenvolver se alimentando do amido da farinha. Com a ação desses microrganismos aparecem bolhas de gás carbônico que fazem a massa inchar deixando-a fofa. O sistema de fabricação dos egípcios era muito simples: pedras moíam o trigo que, adicionado à água, formava uma massa mole, que era assada. Este sistema encontra-se ilustrado em pinturas encontradas sobre tumbas de reis que viveram por volta de 2500 a.C. Mas as primeiras padarias surgiram em Israel, porque os hebreus quando estiveram escravos no Egito, aprenderam as técnicas da fabricação e incrementaram a receita e em pouco tempo apareceu em Jerusalém uma rua dos padeiros. E em Roma, 500 anos antes de Cristo foi criada uma escola para padeiros, porque o pão era o principal alimento dos romanos preparado nas padarias públicas que vendiam o pão e com a expansão do império romano o sistema de padarias públicas vendendo pão foi disseminado por toda a Europa. Com a chegada da época das grandes invenções, século XIX aparecem no mercado as primeiras amassadeiras desenvolvidas na França movidas a água ou manual aumentando o custo do pão e as vendas recuaram pela rejeição da população ao pão de fabricação mecanizada e passaram a fazer novamente o pão em casa, manualmente. Foi com o advento dos motores elétricos que a coisa se inverteu e a reclamação passou a ser dos padeiros que passaram a perder o emprego porque as máquinas os substituíam. Hoje tudo é processado tecnologicamente em grandes moinhos, grandes indústrias e enorme rede de vendas de pão de todo tipo, de todo formato, de todo sabor e de todo tamanho. Bem, pão é alimento para o corpo, mas está escrito que “nem só de pão viverá o homem” (Det.8:3) e Jesus complementa dizendo “Eu sou o pão da vida” (João 6:35).

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