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11/07/2019

Meditação diária de 11/07/2019 por Flávio Reti – Antônio Carlos Gomes

11 de julho

Mateus 16:25  “Pois quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas quem perder a sua vida por amor de mim , achá-la-á”

Antônio Carlos Gomes

Talvez você nunca soube, mas Carlos Gomes tinha o apelido de Nhô Tonico, nome que ele mesmo muitas vezes assinou seus manuscritos musicais. Se dependesse de mim, eu nunca teria apreciação por Carlos Gomes, porque ele é conhecido como compositor de óperas, um gênero musical que eu particularmente não aprecio. Mas o homem fez sucesso na sua cidade, Campinas, no Brasil e no mundo. Foi o primeiro compositor brasileiro que fez carreira na Europa e teve suas composições apresentadas no Teatro Scala de Milão, na Itália. Seu nome consta no livro onde estão os nomes dos heróis e das heroínas da pátria brasileira. Ainda muito criança ele perdeu a mãe que foi assassinada. Carlos Gomes tinha oito anos quando sua mãe apareceu morta num trilho que passava por um brejo na cidade de Campinas, SP, e até hoje nunca se chegou à elucidação do caso. Seu pai também era músico e maestro e tocando na banda do seu pai em bailes e concertos que Carlos Gomes iniciou alternando seu tempo entre a banda e sua profissão de alfaiate. Aos 15 anos já era um compositor de valsas e polcas. Depois dos 18 anos já era professor de piano e canto. É composição dele o hino acadêmico, ainda hoje cantado, da Faculdade de Direito de São Paulo. O imperador Dom Pedro II lhe concedeu honrosamente a Imperial Ordem da Rosa. Ele gostava de exibir sua cabeleira e certa vez viu uma propaganda de Tônico para Cabelos escrito de forma jocosa “Tonico para Cabelos” e ele mesmo riu da propaganda. Era um camarada romântico e é dele uma canção muito popular “Tão Longe de mim distante” que ele escreveu com saudade de sua namorada Ambrosina. Certo dia, com saudades da pátria e da namorada, andando por uma praça em Milão, ele ouviu um garoto passar anunciando a venda de um folheto com a história interessante dos selvagens do Brasil com o nome de Il Guarany. Era uma tradução mal feita do romance de José de Alencar que chamou a atenção de Carlos Gomes que comprou o folheto. E foi daí que surgiu a ópera “O Guarany”, a obra que o imortalizou assim que foi estreada em 1870. Hoje todo mundo conhece aquela imponente abertura que segue com uma música agradável elogiada na Europa e na América. Verdi, o grande músico europeu, chegou a dizer o seguinte a respeito de Carlos Gomes: “Questo Giovane comicia dove finisco io” (Esse jovem começa onde eu termino). Mas um câncer na língua e na garganta o fez sofrer muito e finalmente o levou ao túmulo em setembro de 1896.

Dessa resumida biografia de Carlos Gomes eu concluo que verdadeiramente a glória deste mundo é passageira. Sou obrigado a concordar com o mestre Jesus quando perguntou aos discípulos: “Que aproveita ao homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua vida? Ou que dará o homem em troca de sua vida?” (Mat.16:26). Até é compreensível perder esta vida, conquanto que se ganhe a vida eterna, do contrário será uma vida totalmente inútil. É o tipo da perda cujo risco não podemos correr. Nossa esperança está na volta de Jesus voltando para retribuir a cada um segundo o que judicialmente merece. Este mundo não é mesmo um lugar seguro para se viver, precisamos ir para o céu muito logo.

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