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Meditação diária de 11/03/2019 por Flávio Reti – Cândido Barata Ribeiro

11 de março

Salmos 119:18  “Desvenda os meus olhos para que eu veja as maravilhas da tua Lei”

Cândido Barata Ribeiro

Se você nunca ouviu falar de alguém que chegou a ser ministro do Supremo Tribunal Federal sem ter sequer o curso de direito, sem conhecer cabalmente as leis, aqui está esse alguém, Barata Ribeiro, como era conhecido. Baiano de Salvador, era médico, escritor e também político além de grande defensor do abolicionismo e sonhador com a República. Por incrível que pareça, não era formado em direito, mas exerceu o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal durante 10 anos e só deixou o cargo quando o senado rejeitou sua nomeação. Ele foi ainda prefeito no Rio de Janeiro e senador da República, além de médico formado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Assim que se formou, ele passou a residir aqui pertinho de nós, em Campinas. Sendo ele um grande defensor da abolição e grande entusiasta da República, ele foi o prefeito nomeado do Rio de Janeiro, a capital do país na época, pelo presidente Floriano Peixoto. Sua administração no Rio de Janeiro foi, por alguns, considerada um desastre, porque ele empreendeu o que chamava de operação limpeza e saiu demolindo casarões considerados anti-higiênicos e velhos cortiços, inclusive um deles com mais de 4.000 pessoas. Acontece que havia, segundo dados da época, mais de 600 cortiços na cidade abrigando 25% da população. Os despejados se valeram dos morros ao redor e foram se abrigando como podiam nos morros deixando até hoje uma fama não muito favorável para os habitantes dos morros. Foi a primeira vez que se usou o termo favela, no chamado morro da Providência. Talvez seja por esse episódio que Aloísio de Azevedo resolveu escrever o romance “O Cortiço”. Hoje Barata Ribeiro empresta seu nome para uma importante Rua de Campinas, na vila Itapura, outra em São Paulo nas proximidades do Túnel 9 de Julho e também uma rua no Bairro de Copacabana no rio de Janeiro.

Quem sabe ele não tivesse o curso formal de direito, mas poderia ter conhecimento autodidata das leis de seu tempo. Temos que nos lembrar de que por muito tempo no mundo não houve escrita. Durante esse período as instruções, as leis, o conhecimento em geral eram passados de pai para filho oralmente, vinham pela tradição de família. As próprias leis de Deus no tempo de Abraão ainda não eram escritas, apenas com o surgimento do profeta Moisés Deus deu suas leis escritas, e com um algo mais, pelo seu próprio dedo.

A grande novidade com respeito às leis é que elas não precisam estar escritas realmente, basta que elas estejam internalizadas em nosso coração, na nossa mente. Aliás, isso é o que Deus espera, que suas leis estejam em nosso coração. Nossa mente pode ser o altar da lei de Deus, onde ela pode estar entronizada, e pode também ser um depósito de lixo produzido pelos homens. Quanto de cultura inútil se vê na televisão atualmente, nos livros e nos jornais. Pra que serve horóscopo? Pra que serve astrologia? Pra que serve revista que bisbilhota a vida de artistas e pessoas populares? Mas as pessoas querem esse tipo de cultura inútil enquanto desprezam a palavra de Deus. É mais fácil passar uma hora diante de uma novela na televisão do que ler um, apenas um, versículo da palavra de Deus. Deus tem muita razão para acertar contas conosco, pode crer!

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