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11 de fevereiro

Isaías 45:22  “Olhai para mim e sereis salvos, vos todos os confins da terra, porque eu sou Deus e não há outro”

O Binóculo

Numa viagem de navio que fizemos passando pelo Uruguai e pela Argentina, eu levei comigo um binóculo não muito eficiente, mas funcionava precariamente. Enquanto a maioria dos que estavam no navio só via água de todos os lados e se julgavam perdidos no meio do oceano, eu passava horas no parapeito do deck observando além do horizonte e via passando ao longe vilas e cidades que a maioria não via. Eu conseguia distinguir igrejas, tanques de refinarias, ruas de casas, alguns prédios mais altos. Eu tinha uma visão diferente dos demais, aquela viagem pra foi uma coisa enquanto para os demais foi outra coisa. Um binóculo nada mais é do que dois tubos providos de duas lentes, uma objetiva e outra ocular, e um jogo de prismas internos. Ele tem a propriedade de aproximar o objeto da visão e facilitar ver de longe. Parece nada, mas é muito usado nas forças armadas, no exército, na marinhagem, na aviação, na polícia de fronteira, nas torres de observação e numa infinidade de situações, até para um detetive seguir seu alvo de longe. Até bem pouco tempo os agrimensores usavam um aparelho denominado teodolito e faziam cálculos por triangulação para a demarcação de terras cujo princípio era o mesmo do binóculo. Hoje, com o advento do sistema GPS, uma triangulação de satélites, os teodolitos quase desapareceram. Credita-se a Ignazio Porro, um inventor italiano, no século XVII, a invenção de vários objetos óticos e entre eles estaria a técnica de usar prisma de vidro dentro do binóculo, aliás ele foi quem desenvolveu o teodolito usado pelos agrimensores. O conceito do binóculo é a visão de longe, de onde temos a palavra televisão que também é uma visão de longe, com a diferença que com um binóculo eu busco a visão e com um televisor a visão vem até mim. Mas essas conjecturas nos levam a pensar mais além, afinal, nosso objetivo é sempre alargar nosso ponto de vista, é ver além do que está ao nosso redor. Faz parte da intenção humana ver além das circunstâncias, ampliar o campo de visão e melhor entender o mundo ao redor. Geralmente quando o homem quer ver mais além, ele sobe no monte, na montanha e olha de lá para baixo e tem uma visão mais geral que os demais não estão tendo. Mas vamos inverter o ponto de visão, ao invés de subir na montanha, vamos olhar para cima e teremos uma visão do cosmo, do céu e daí os pensamentos voam e vão longe. É bom e faz bem pensar no céu, porque é de lá que aguardamos um futuro, uma vida eterna, uma outra dimensão da vida. Olhando para cima, mesmo sem binóculo, é possível ver as obras das mãos de Deus e alinhavar pensamentos de seu cuidado por nós. Essa atitude alimenta nossa fé.

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