Novo Encontro – Como fazer o salário durar até o fim do mês
10/02/2019
Meditação diária de 12/02/2019 por Flávio Reti – Abrahan Lincoln
12/02/2019

Meditação diária de 11/02/2019 por Flávio Reti – Manuel Antonio Noriega

11 de fevereiro

Mateus 16:26  “Pois, que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua vida”?

Manuel Antonio Noriega

Hoje temos um personagem controverso, Manoel Noriega, do Panamá, nascido em 11 de fevereiro de 1934. Começou sua vida política como vendedor de periódicos atacando a presença de americanos no Panamá. Saiu do país, foi estudar em Lima, no Peru, em uma academia militar e ao voltar ao Panamá foi nomeado chefe da guarda nacional. Como político habilidoso subiu rápido e logo já era chefe dos serviços secretos e nesse cargo veio a ser o homem mais temido do país. Com a morte do presidente Torrijos no Panamá, ele passou a chefe do estado maior e logo se proclamou a si mesmo como general e tomou o controle efetivo do governo panamenho. Em 1986 foi acusado de narcotraficante e de lavagem de dinheiro além de ser um agente dúbio da CIA e ao mesmo tempo agente do serviço secreto de Cuba, um traidor dos dois lados. Os americanos o julgaram à revelia e em 1989 invadiram o Panamá e o prenderam e levaram-no para ser julgado na Flórida. Quando foi detido, numa casa em que se tinha escondido na fase final da Operação Causa Justa, Noriega tinha consigo 8,2 milhões de dólares em sacos de dinheiro. O general foi transportado de lá para Miami, para ser julgado por traficar drogas para o território norte-americano. Pablo Escobar e o cartel de Medellín faziam parte do seu círculo de relações. Foi condenado a 40 anos de prisão em 1992 (mais tarde reduzidos a 30). Em todos os processos contra ele (oito ao todo), foi declarado culpado. Até a França se apresentou pedindo sua extradição com uma condenação de sete anos pelos mesmos crimes. Ficou preso nos Estados Unidos até 2011 quando lhe deram a liberdade condicional e ele voltou ao Panamá. A maior ironia é ele ter sido casado com uma senhora de nome Felicidade Sieiro e nunca ter realmente vivido feliz, só aflição e desencontros, prisão e tortura até morrer em função de uma cirurgia de um tumor, em Maio de 2017, bem recente. Foram oitenta e três anos mal vividos.

Agora, pense comigo: Quanto ódio não deve ter amargado a vida desse homem! E saber que morreu longe do conhecimento da verdade, sem esperança e sem Deus. A vida é uma oportunidade que deve ser aproveitada de maneira melhor. Saber viver é quase uma arte, felizes são os que conseguem descobrir essa verdade. A vida pode sorrir para nós e pode também zombar de nós pela nossa insensatez. Desde que foi preso nunca mais saiu da prisão nos Estados Unidos, se saiu foi para ser extraditado para a França onde também foi condenado por lavagem de dinheiro. Em 2011 foi repatriado ao Panamá para continuar preso e cumprir mais 20 anos pela autoria intelectual do assassinato de Hugo Spadafora. Pergunta-se: Pra que viveu esse homem? Que bem fez ele para a humanidade, nem vamos dizer pelo seus conterrâneos, vamos admitir só pela sua família? Fez tanto, prejudicou tanta gente e não beneficiou sequer a si próprio. Uma vida inútil, sem um objetivo elevado. Saiba que ele não é o único, há mais pessoas vivendo inutilmente por aí, eu e você não podemos ser mais uma.

Os comentários estão encerrados.