Meditação diária de 09/12/2017 por Flávio Reti
09/12/2017
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11/12/2017

Meditação diária de 10/12/2017 por Flávio Reti

10 de dezembro
Dia do palhaço

Salmos 100:2   “Servi ao Senhor com alegria e apresentai-vos a ele com cânticos”

Na bíblia não aparece a palavra palhaço, mas em muitas passagens aparece a palavra alegria que é o resultado da palhaçada. No meu tempo de menino, sempre passava por lá um circo e o palhaço, andando com pernas de pau saía às ruas falando num megafone de alumínio todo amassado algumas frases tolas como “hoje tem rapadura” e a molecada atrás dele gritava “tem sim sinhô”. Era assim que se fazia a propaganda do circo que havia chegado na vila. E eu, na minha infância, não aguentava esperar a hora de ouvir no alto falante lá no mastro do circo, a hora do espetáculo. Eu queria ver o palhaço, o nariz dele, o chapéu, o sapato de bico comprido, a calça frouxa, o colarinho folgado, tudo no palhaço me impressionava. Era de doer a barriga de tanto rir. Para mim que vivi assistindo a essa bela profissão que espalhava amor, alegria que aos poucos vem sendo esquecida pelos avanços da tecnologia, não posso deixar passar em branco a data de 10 de dezembro, o dia do palhaço, que é uma justa homenagem a aqueles que fizeram multidões rir com alguma piadinha inocente, alguma frase boba, algum gesto inadequado. Eu que vendi pirulito no circo só para ver o palhaço, sinto saudade dos meus tempos de criança, daquela alegria pura, sem afetação. Lá em casa, duas cadeiras na sala, o lençol da minha cama por cima, uma caneca para megafone e eu era o palhaço fazendo de conta, não suspeitava nunca da conotação negativa que a palavra palhaço traria no contexto atual. Hoje eu chego ouvir que o Brasil é o único circo onde o palhaço é a própria plateia. Ouço dizer que o Brasil é um grande circo no qual os palhaços trabalham de longe, lá em Brasília, e nós somos a plateia, os espectadores, também de longe. Quando acordamos para rir, os palhaços já estão editando uma outra piada.

Mas esqueça a conotação negativa que atribuíram aos palhaços de Brasília, fique só com o palhaço no verdadeiro sentido da palavra, aquele que faz a plateia rir até doer a barriga, que influencia meninos como eu que não consigo esquecer de quando eu corria atrás do palhaço ajudando a fazer coro pelas ruas da minha vila. Palhaço é sinônimo de alegria, fique com isso, com a alegria. Mas saiba que alegria não vem só quando se faz rir. Alegria ganha outros formatos e vem de muitas outras causas. Pense na alegria dos pastores quando ouviram de um anjo o anúncio do nascimento de Cristo, o tão esperado Messias. “Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo, pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos servirá de sinal: achareis o menino envolto em panos e deitado numa manjedoura” (Luc. 2:10-12). Pense na alegria das pessoas cegas, doentes que Jesus curou, assim que se viram livres do infortúnio da doença. Pense na alegria das mulheres e dos discípulos quando foram ao sepulcro e confirmaram que Jesus havia ressuscitado. Maria, quando ouviu a voz familiar de Jesus dizendo para ela: “Maria!” Ela sabia que não era um estranho que se dirigia a ela e, voltando-se, viu diante de si o Cristo vivo. Em sua alegria, esqueceu que Ele havia sido crucificado. Saltando para Ele, como para abraçar-Lhe os pés, disse ela: “Raboni” (Jo. 20:16). Pense um pouco mais na frente, quando a multidão de salvos vir Jesus retornando em glória e majestade e com o rosto iluminado erguer suas vozes de alegria e júbilo dizendo “Naquele dia, se dirá: Eis que este é o nosso deus, em quem esperávamos, e ele nos salvará; este é o SENHOR, a quem aguardávamos; na sua salvação exultaremos e nos alegraremos” (Is.25:9). Para os que aguardam o Senhor, a volta de Jesus, há muita alegria ainda esperando para ser revelada. Aliás, a vida cristã é uma vida de alegria. Haverá um dia em que os salvos vão dizer exatamente essas palavras: “O grande conflito terminou. Pecado e pecadores não mais existem. O Universo inteiro está purificado. Uma única palpitação de harmonioso júbilo vibra por toda a vasta criação. Daquele que tudo criou emanam vida, luz e alegria por todos os domínios do espaço infinito. Desde o minúsculo átomo até ao maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e perfeito gozo, declaram que Deus é amor” (O Grande Conflito, pág. 678). Alegria é muito mais do que palhaçada.

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