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10/10/2017

Meditação diária de 10/10/2017 por Flávio Reti

10 de outubro
Dia da honestidade

Romanos 12:17   “A ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas honestas perante todos os homens”

O brasileiro sempre foi um povo pândego, bagunceiro, sempre gostou de fazer piadas com tudo. Então, na época da ditadura quando era apontado o próximo Presidente entre os próprios generais para governar o Brasil, conta-se que puseram os computadores da república para procurar um nome que fosse honesto, já que eles tinham controle de tudo e de todos os brasileiros, e os computadores trabalham três dias sem parar e no final dos três dias apareceu na tela o seguinte: Não achamos ninguém honesto, serve Ernesto? E foi assim que escolheram o presidente Ernesto Geisel, mais um na linha ditatorial do Brasil.

Brincadeiras à parte, mas Rui Barbosa, nos seus dias lá pelos anos 1920, disse no seu discurso de paraninfo a uma turma de formandos em direito no rio de Janeiro: “De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”. Ter vergonha de ser honesto é o ponto mais humilhado que um homem pode chegar. Mas é exatamente o que vemos por aí, a honestidade anda tropeçando pelas ruas e os homens com vergonha de ser honestos. Vivemos uma crise de honestidade.

Quando nascemos, não trazemos qualquer conceito de valores e é através da aprendizagem e da educação que vamos dia a dia incorporando os valores que a vida em sociedade exige. Se os homens são desonestos, é porque a sociedade os ensinou a ser desonestos e vamos passando isso para frente, para os próximos que vão nascendo. É uma questão cultural. Segue-se a derrocada dos conceitos que são a base do sucesso de qualquer sociedade.

Não é de hoje que a honestidade vem cambaleando. Já nos dias do profeta Isaías (760 a.C.) ele reclamava da situação. “Pelo que o direito se tornou atrás e a justiça se pôs de longe; porque a verdade anda tropeçando pelas ruas e a equidade não pode entrar” (Is.59:14). Mas o que diremos nós, que somos cristãos, que advogamos um comportamento semelhante ao de Cristo, nós que, em menor ou maior grau, temos conhecimento da justiça de Deus? É verdade que vivemos num mundo mau, mas nada justifica sermos desonestos, aliás, a pergunta que surge na discussão é a pergunta que Paulo fez: “Que sociedade há entre a justiça e a injustiça” (II Cor.6:14)? O mundo nos observa para ver se acham em nós alguma coisa que justifique nossa pregação de que somos filhos de Deus, crentes em Cristo, porque eles sabem como foi a vida de Cristo e esperam esse mesmo comportamento de nós. Nós somos colocados como espelho diante dos homens, o mundo espera muito de nós. Se os que são honestos não conseguirem mudar o mundo para melhor, então, quem conseguirá? Paulo advertiu que nos últimos dias sobreviriam tempos difíceis. “Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes” (II Tim.3:1-5). E não é apenas a honestidade que estará faltando, a lista de falta é grande. O que vamos fazer? Acautelar-se para que isso não seja verdade conosco. Afinal, o céu é nosso destino. O rei Davi não se destacava pela sua altura, seu rosto embora bonito, mas ele sobressaía pela humildade e pela honestidade. O anjo de Deus indicou a Samuel, na casa de Jessé, o pai de Davi, que ele deveria ser o ungido para o reino, ele seria o escolhido do Senhor. Fator decisivo da escolha, a honestidade. Pense nisso!

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