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Meditação diária de 10/07/2017 por Flávio Reti

10 de julho

Dia da Lei

Salmos 19:7   “A lei do Senhor é perfeita e refrigera a lama; o testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria ao simples”

No campo do direito, que lida com as leis humanas, dizem os juristas, que poucas são as leis dignas de comemoração. Em contrapartida, há as leis das ciências naturais, da física, da matemática que são perfeitas e eternas porque são leis naturais que provém de um criador, a despeito de quem as descobriu querer a glória para si. Para estas leis há muito motivo de comemoração.

O surgimento das leis remonta às civilizações primitivas assim que passaram a conhecer a escrita, como o código de Hamurabi, as tábuas da lei de Moisés, as leis de Roma, da Grécia antiga. Como cidadãos, nós esbarramos nas leis diariamente e cada dia cresce mais o volume que contém as leis, o código civil, o código penal e por aí vai. As leis são de extrema importância na sociedade, porque sem lei cada um faz o que quer e daí vai virar um caos. Elas são fundamentais para regular a conduta humana. Se você comparar uma lei com uma ferramenta, vai concluir que ela é adequada ou inadequada. Você não corta um tronco de árvore com um canivete, deverá ter uma serra de grande porte, assim as leis. Mas há curiosidades quando se fala de lei. Tome a lei do idoso, para exemplo. É uma boa lei, bem feita, que procura dar o melhor e o máximo às pessoas acima dos 60 anos, inclusive o idoso tem prioridade na tramitação de processos, prevê sanções em caso de não cumprimento de suas afirmações, enfim, é uma boa lei, mas, na realidade, você nunca viu alguém ser punido por desrespeitar essa lei. Em muitos casos o servidor entra em juízo amparado na lei do idoso já com sessenta, setenta ou mais anos de idade e a outra parte tem um prazo legal para deferir ou negar, no caso do Estado, o processo pode durar até 12 anos e a lei, que é uma boa lei, acaba sendo inócua. Mas leis de homens são assim mesmo, são boas por um tempo, depois caducam e votam uma outra, elas vêm e vão, enquanto a lei do Senhor permanece para sempre.

Mas a obediência à lei de Deus é a grande questão e ela não pode ser perdida de vista nesse emaranhado de leis dos homens. “O primeiro esforço de Satanás para destruir a lei de Deus, pareceu, no primeiro momento, ter obtido sucesso porque grande número de anjos foram seduzidos e o seguiram” (Patriarcas e Profetas, p.331).

“Quando Adão e Eva compreenderam quão exaltada e santa era a lei de Deus, a ponto da sua transgressão requerer dispendioso sacrifício para salvá-los e à sua posteridade da ruína total, suplicaram sua própria morte, ou que eles e sua posteridade fossem deixados a sofrer a punição de sua transgressão, de preferência a que o amado filho de Deus fizesse esse grande sacrifício” (A Verdade sobre os Anjos, p.60). Deus põe perante os homens do mundo a sua verdade eterna exarada na sua lei que, se obedecida, os fará sábios para a salvação. No entanto, não os força a aceitar. Se lhe voltam as costas, Deus os deixa entregues a si mesmos para que se deleitem com as escolhas tolas que fizeram e depois assumam as decisões que tomaram. Jesus foi claro ao dizer que “ainda que o céu e a terra passem, nem um j ou um til se omitirá da lei”. A lei de Deus, sendo a revelação de sua vontade, a transcrição de seu caráter, deve permanecer para sempre como uma testemunha fiel no céu. Nenhum mandamento ficou obsoleto e precisou ser anulado, nada mudou, sua lei continua eterna. Diz o salmista: “Para sempre, ó Senhor, a tua palavra permanece no céu”. Logo se tiver que haver alguma comemoração no dia da lei, que seja da lei de Deus, perfeita e justa.

 

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