Meditação diária de 09/11/2020 por Flávio Reti – Vara de Pesca
09/11/2020
Meditação diária de 11/11/2020 por Flávio Reti – Vela 
11/11/2020

Meditação diária de 10/11/2020 por Flávio Reti – Vaso Sanitário

10 de novembro

Saías 1:16  “Lavai-vos, purificai-vos, tirai de diante de meus olhos a maldade de vossos atos”

Vaso Sanitário

Falar em vaso nos lembra flores, mas ao acrescentar a palavrinha sanitário a ideia muda completamente e passa para o objeto costumeiramente usado para nos desfazermos das nossas necessidades fisiológicas. Aqui no Brasil esse tipo de vaso recebe vários nomes como vaso, bacia, trono, patente. Normalmente é feito em um formato a dar conforto ao usuário e o material normalmente é de cerâmica polida e envernizada com cores diferentes. É um mercado fortíssimo e variado cujo valor é bem alto em relação ao nosso poder aquisitivo. Ele esconde dentro de si um sifão que mantém sempre um pouco de água no fundo para evitar o retorno de maus odores. Na Roma antiga já havia vasos sanitários públicos, em formato de assento, de banco, e geralmente perto de algum córrego para levar os dejetos e também para os usuários lavar as mãos ou as partes íntimas, ali mesmo, em público.  A partir do século XVI, as famílias nobres, mais ricas, passaram a ter dentro de casa uma espécie de cadeira tendo por baixo um recipiente que coletava os dejetos, era o início do uso do penico e do banheiro de casa. Em 1596, não por um engenheiro, mas por um poeta, John Harington, veio a ideia de um vaso sanitário semelhante aos modernos que usamos hoje, mas só em 1778 Joseph Bramah aperfeiçoou a ideia e melhorou o que veio a ser nosso vaso sanitário. Em 1739 já havia em Paris os banheiros públicos com assentos de madeira, mas já tinha uma vantagem sobre os banheiros públicos romanos, era dividido por sexo. Vasos de porcelana, ou de cerâmica, só surgiram em 1885 substituindo os assentos de madeira. Dentro das casas os famosos assentos com o penico por baixo exalavam um mau cheiro terrível que era suportado em nome do modernismo da época. Vasos de louça, com sifão para evitar o mau cheiro só foram lançados no final do século XIX, entrando para o século XX e colocados dentro das residências evitavam o mau cheiro. Foi a glória dos sanitários permitindo a construção dos banheiros dentro de casa limpos e asseados sem o mau odor de esgoto e a alegria das donas de casa ou das domésticas. Como se pode perceber, o homem conviveu muito tempo sem uma coisa tão simples e tão necessária, um vaso sanitário. E pensar que os romanos faziam suas necessidades em público por falta de alguém que planejasse um vaso sanitário que pudesse ser usado dentro de um banheiro fechado, dentro das casas deles. E pensar que eles se sujeitavam a isso, aceitavam o costume sem reclamar. Mas assim somos nós até hoje, aceitamos muitas indecências, muitas nojeiras que não ficam bem para um ser humano criado à imagem de Deus. Nos tempos antigos Deus exigia que os homens se purificassem para estar na sua presença e assim é até hoje.

Os comentários estão encerrados.