Meditação diária de 09/09/2020 por Flávio Reti – QR Code
09/09/2020
Meditação diária de 11/09/2020 por Flávio Reti – Radar
11/09/2020

Meditação diária de 10/09/2020 por Flávio Reti – Quilha

10 de setembro

Colossenses 2:5  “…contudo estou convosco, regozijando-me e vendo a vossa ordem e a firmeza da vossa fé em Cristo”

Quilha

Talvez você nunca tenha ouvido essa palavra, mas ela faz parte do vocabulário náutico. É uma espécie de espinha dorsal das embarcações que se estende por baixo do barco, indo de proa até a popa. Nos barcos antigos era feita de madeira e tinha a função de manter a embarcação em linha reta, a despeito dos ventos laterais. Era alguma coisa calculada matematicamente para suportar as pressões laterais e proporcional à altura de tudo que ia acima do barco. Se o leme fosse mantido em linha reta com o barco, ele só poderia navegar em linha reta e só mudaria a direção se o leme fosse acionado e a quilha tinha essa função, não deixar o barco sair da linha por causa de ventos laterais. Já no próprio estaleiro são feitos os cálculos do tamanho e necessidade da quilha para determinada nave, dependendo do tamanho dessa embarcação, propulsão e do trabalho de física que essa nave deve realizar. Nos barcos e navios de guerra, a quilha é ainda mais profunda do que a armadura e a altura do navio, isso porque geralmente os canhões atiram pela lateral do barco e o coice dos canhões empurraria o barco para os lados, ele ficaria sem controle aquaplanando. Com a presença da quilha o barco se mantem no lugar, mesmo com o impacto dos canhões pelos lados. Até as pranchas de surf são providas de quilha para lhes dar sustentação na água e é forçando a quilha com o corpo que o surfista consegue se manter sobre a prancha. A quilha está à venda no mercado de diferentes tamanhos, modelos e material, como madeira, nylon, fibra de vidro, carbono e os surfistas dizem que tudo depende da onda que se quer pegar, da manobra que se pode fazer, da velocidade que se pode imprimir na prancha. Mas a quilha não é invenção dos barcos atuais, das pranchas de surf, porque, desde o tempo dos Faraós, os barcos inclusive de junco, já eram equipados com quilhas. Se você não olhar por baixo do barco, será impossível de ver o que é uma quilha, a menos que o barco seja levantado ela vai estar sempre dentro da água, mas fiel e cumprindo sempre seu objetivo, dar firmeza ao barco ou ao navio, por grande que seja, todos têm uma quilha por baixo. Uma bela ilustração daqueles que desempenham sua função por trás dos bastidores, sem serem vistos, desconhecidos, às vezes, mas sempre estão lá para dar sustentação a algum empreendimento, à sua família, à sua igreja ou aos seus amigos. Uma quilha, a despeito de estar sempre invisível, nos ensina uma bela lição de prestatividade.

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