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09/06/2020
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11/06/2020

Meditação diária de 10/06/2020 por Flávio Reti – Grampeador

10 de junho

Jeremias 31:3  “De longe o Senhor me apareceu dizendo: Pois que com amor eterno te amei, também com benignidade te atraí”

Grampeador

Você acredita que o Português Europeu não fala grampeador, mas agrafador? É uma ferramenta de uso caseiro e também de uso nos escritórios, onde se lida com papeis e se quer prendê-los todos juntos. Dentro dele vai uma série de pedacinhos de metal em formato de U que nós acostumamos a chamar de grampo para papel e que os europeus chamam de agrafo. Os grampeadores que usamos em casa são pequenos e leves, mas os grampeadores usados nas gráficas e nos escritórios podem ser maiores e mais pesados, porque uma gráfica pode querer grampear as folhas de uma apostila de 50 ou 100 páginas e nesse caso só mesmo um grampeador elétrico ou aqueles acionados com ar comprimido. Os tapeceiros, os marceneiros e os fabricantes de assentos para automóveis também usam muito o grampeador na confecção de estofados e de móveis ou embalagens de madeira. As páginas da história dizem que o grampo surgiu em Pasárgada, no antigo Irã, quando os construtores precisaram de algo de arame ou de ferro para unir blocos de pedra nas construções. Com o passar do tempo, usando grampos e grampeadores primitivos, só no século XVIII, época das grandes invenções, chegamos ao grampo como hoje o conhecemos. Ele se popularizou quando o rei da França, Luís XV encomendou aos seus funcionários que pensassem numa ferramenta para prender papéis, uma vez que o uso do papel vinha se popularizando muito. De lá pra cá surgiram grampeadores para quase tudo, papel, tecido, madeira e, por incrível que pareça, para prender suturas nas cirurgias. O médico abre o peito do paciente e depois, ao invés de costurar, prende com grampos metálicos e tudo bem. Pensando em um grampeador como uma ferramenta usada para prender coisas entre si, não foi difícil a gíria policial usar a palavra grampear com a conotação de prender e com isso, atualmente, podemos dizer que a polícia grampeou o meliante e todo mundo vai entender que a polícia prendeu o meliante. Mas há algo melhor para prender as pessoas: o amor.  O amor prende o filho ao coração da mãe, prende a mãe ao coração do pai, prende o pai ao coração da família e todos vivem felizes presos um ao outro pelos laços do amor. Se assim é com as pessoas da família, que se prendem voluntariamente pelo poder do amor, como não será quando levarmos em consideração o amor muito mais sublime e muito mais abrangente de nosso Deus? Lembre-se que “Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). Deus é todo inclusivo, amou o mundo inteiro sem distinção de ninguém. E como é, então, o seu amor?

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