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09/04/2019
Meditação diária de 11/04/2019 por Flávio Reti – Idi Amin Dada
11/04/2019

Meditação diária de 10/04/2019 por Flávio Reti – Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas

10 de abril

Salmos 37:11  “Mas os mansos herdarão a terra e se deleitarão na abundância de paz”

Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas

Esta é Cora Coralina, seu pseudônimo, a mulher brasileira mais importante de Goiás que estreou lançando seu primeiro livro com 76 anos e cujo título foi Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais. Se você pensava que só havia becos em São Paulo e no Rio de Janeiro, Cora Coralina fala de becos de Goiás. Era uma mulher simples, que vivia fazendo doces, por isso chamada de doceira, mas que soube apanhar nuances do cotidiano e fazer delas obras poéticas muito ricas em detalhes do interior de Goiás. Pensa o que? Ela era filha de um desembargador nomeado por Dom Pedro II que nasceu e viveu às margens de um rio de nome Assunção numa casa cuja construção é estimada ser do meado do século XVIII onde hoje é Vila Boa. Dona de pouca escolaridade porque cursou apenas as primeiras 4 séries escolares, mas constam trabalhos seus nos antigos jornais de várias cidades goianas desde antes de 1907. Quem lê assim superficialmente tem a impressão de que ela foi uma mulher de sorte que só teve sucesso, mas não foi bem assim. Ela se aventurou vindo para São Paulo e aqui vivendo durante 45 anos. Morou em Jaboticabal, onde nasceram seus filhos, mudou-se para a capital de São Paulo onde presenciou a chegada de Getúlio Vargas no centro da cidade, mudou-se novamente para Penápolis onde para sobreviver passou a vender linguiça caseira e banha de porco, depois Andradina, onde ainda existe uma casa de cultura com seu nome, e com 67 anos retornou para seu velho Goiás onde faleceu na cidade de Goiânia com pneumonia. Desnecessário é citar todas as obras que escreveu, as rodas que frequentou, as homenagens que recebeu, mas uma delas precisa ser destaque: Ela recebeu o título de Doutora Honoris Causa da Universidade Federal de Goiás e pouco tempo depois foi escolhida como a intelectual do ano e com isso ela recebeu o prêmio Literário Juca Pato da União dos Escritores e assim nossa Cora Coralina ficou eternizada na literatura do Centro-Oeste brasileiro como nenhum outro poeta ou escritor.

Agora pense comigo. Uma mulher fraca e franzina, de vida humilde, com apenas o quarto ano primário, começou escrevendo versos sem pretensão alguma e acaba sendo dignificada com o título de Doutora Honoris Causa de uma Universidade. Não lembra você o que Jesus vai fazer com o mais humilde dos crentes que dele se aproximar? Ele diz que fará de quem vencer coluna no templo de seu pai de onde jamais sairá (Apoc.3:12). Jesus vai tomar os seus humildes servos e fazer deles cidadãos da cidade santa e vai honrá-los na presença do Pai por toda a eternidade. Um dia os crentes sinceros reinarão com Cristo nas mansões eternas (Apoc.20:4 e 6). Seria tolice minha dispensar essa grande oportunidade, e devo aproveitá-la como Cora Coralina aproveitou as oportunidades dela. Essa nossa oportunidade de vida aqui neste mundo é cheia de oportunidades, cabendo a nós ser o suficientemente inteligentes e sensíveis para aproveitá-las, afinal, a volta de Cristo para nos levar ao lar já está aí batendo às nossas portas.

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