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10/03/2019

Meditação diária de 10/03/2019 por Flávio Reti – James Earl Ray

10 de março

Provérbios 28:13  “O que encobre suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia”

James Earl Ray

Esse camarada ficou muito conhecido, não por um ato de bravura, mas por um ato deplorável, vergonhoso e por isso foi condenado a cem anos de detenção, praticamente prisão perpétua, porque além de já ter cometido alguns atos de racismo, ele foi ao extremo de assassinar o líder americano ativista ante racismo, Martin Luther Kink, em 1968, na cidade de Memphis, no Estado do Tennessee. Na mente dele, Luther King era um traidor que insuflava as massas a fazer passeatas e marchas contra o racismo e com isso enfraquecia politicamente e economicamente o país. Não sei se felizmente ou infelizmente, ele morreu muito logo na prisão devido a uma hepatite que lhe trouxe insuficiência hepática e com isso ele nem chegou a cumprir um décimo da sua pena, que era de cem anos. James Ray, apoiado pela própria família de Luther King vinha pedindo para ter um segundo julgamento, já que, dizia ele, o primeiro depoimento onde ele confessou o crime foi arrancado sob tortura, mas não foi ouvido e nem teve tempo para tal, porque logo adoeceu e morreu em seguida.  Mas o assassinato de Luther King disparou uma onda de violência racial em mais de cem cidades americanas. Na própria capital, Washington, teve que ser anunciado o toque de recolher durante uma semana. James Ray, após cometer o crime, em Memphis, fugiu para o Canadá e de lá para a Inglaterra onde foi preso em Londres depois de sessenta dias e extraditado para os Estados Unidos. A arma usada no crime foi encontrada e comprovadamente comprada por ele semanas antes do crime e com suas impressões digitais. A justiça americana sempre se negou a dar a James Ray uma segunda oportunidade de julgamento, a despeito da insistência do advogado do caso e a despeito da autorização formal da família de Luther King.

James Ray não teve chance de argumentar e menos ainda de provar que era inocente, mas para toda a humanidade Deus dá o direito de reconhecer a culpa e de se arrepender, e mais ainda, a oportunidade de pedir perdão e verdadeiramente ser perdoado como se nunca tivesse cometido qualquer delito, qualquer pecado. A bíblia é clara ao dizer que “se confessarmos nossos pecados, ele, Jesus Cristo, é fiel e justo para nos perdoar (I João 1:9) e nos purificar de toda injustiça”. Está aí, uma possibilidade que poucos conhecem, a de ser perdoados e purificados de seus pecados e de ser, diante de Deus, como alguém que nunca cometeu pecado. Isso é graça, gratuitamente oferecida pelo Céu e à nossa disposição, bastando que lancemos mão dela em tempo oportuno, antes que seja tarde demais, como foi tarde para James Ray, o assassino de Luther King. Não podemos nos esquecer que perdão é para pessoas arrependidas e arrependimento, segundo a definição de Ellen White, é tristeza pelo pecado e abandono do mesmo. “Se confessarmos nossos pecados, ele (Jesus) é fiel e justo para nos perdoar” e essa é toda a beleza da graça de Cristo.

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