Despedida do Pr. Jetro Ortega
09/02/2019
Novo Encontro – Como fazer o salário durar até o fim do mês
10/02/2019

Meditação diária de 10/02/2019 por Flávio Reti – José Gabriel da Costa

10 de fevereiro

Provérbios 2:6  “Porque o Senhor dá a sabedoria, da sua boca procedem o conhecimento e o entendimento”

José Gabriel da Costa

No dia 10 de fevereiro de 1922 nascia, em Coração de Maria, uma pequena cidade da Bahia, alguém que ficou conhecido por Mestre Gabriel a quem estamos conhecendo agora. Ele se tornou conhecido por ser o fundador de um grupo de pessoas denominado de União do Vegetal, um grupo que mais tarde veio a ser uma religião de origem Amazônica. Nessa união, ou agora religião, usava-se um ritual onde os fiéis tomavam um chá de folhas conhecido como Hoasca (nome indígena de ayahuasca). Depois que ele começou distribuindo seu chá, começaram a aparecer os primeiros discípulos que eram seringueiros que trabalhavam na divisa do Brasil com a Bolívia, no estado do Acre e de Rondônia. O movimento cresceu e ele declarou oficial a criação da União do Vegetal e determinou como símbolo a Luz, a Paz e o Amor. É bom lembrar que ele era um dos 14 irmãos e segundo nos contam, ele era entre todos o mais inteligente. Ele teve a oportunidade de morar em Salvador trabalhando no comércio e também como motorneiro, o antigo condutor de bondes. Com a segunda guerra mundial, ele resolveu se embrenhar nos seringais da Amazônia de onde saiu para voltar a Porto Velho, capital de Rondônia e foi trabalhar na construção da ferrovia Madeira Mamoré e depois como enfermeiro no hospital local. Podemos perceber um camarada versátil, esperto, mas, segundo afirmam seus contemporâneos, assim que ele tomou o chá pela primeira vez, ele já iniciou sua “missão” espiritual. Isso foi em 22 de Julho de 1961 e essa data ficou conhecida como o dia da criação do Centro Espírita Beneficente União do Vegetal. Quando ele morreu, em 1970, já em Brasília, já estava consolidado e oficialmente registrado como uma instituição religiosa o Centro Espírita Beneficente União do Vegetal plantado no coração do distrito federal.

Nossa consideração, além de admirar a capacidade de convencimento do Mestre Gabriel, é como entender as pessoas se deixarem levar por qualquer bobagem que se invente, como essa do chá de Hoasca, algo sem muito significado, mas que veio a fazer adeptos e crescer a ponto de se tornar uma religião oficializada no Brasil. Muita razão tinha o profeta Oseias (Os.4:6) ao afirmar que “seu povo” foi destruído por falta de conhecimento. Agora, olhando para nós, nós que estamos lendo esse devocional, não corremos o risco de sermos destruídos também pela nossa ignorância dos princípios que norteiam a vida cristã? O risco é real, o perigo está presente e o resultado será fatal. Não entendo a razão, mas os homens têm muita facilidade de inventar crendices e passar a viver por elas, às vezes coisas sem qualquer significado. Eu me lembro, ainda menino, que alguém deu um cachorro perdigueiro para meu pai. O cachorro sempre fugia e voltava para a antiga casa de seu dono anterior. Alguém sugeriu que meu pai tirasse a camisa, a abotoasse e fizesse o cachorro para três vezes por dentro da camisa e que assim ele se acostumaria e permaneceria. Era o que chamavam de simpatia e meu pai fez, mas o cachorro só ficou depois que foi amarrado no quintal. Portanto, eu tenho prova de que crendice não funciona, ainda que vire religião, como foi no caso do Centro Espírita Beneficente União do Vegetal. Não podemos ser destruídos por falta de conhecimento, para ser bem claro, por ignorância mesmo, como acautelou o profeta Oseias.

Os comentários estão encerrados.