Meditação diária de 08/11/2017 por Flávio Reti
08/11/2017
Meditação diária de 10/11/2017 por Flávio Reti
10/11/2017

Meditação diária de 09/11/2017 por Flávio Reti

09 de novembro
Dia do hoteleiro

I Pedro 4:9    “Sendo hospitaleiros uns para com os outros, sem murmuração”

Quando se chega a algum lugar, de um jeito ou de outro, sempre alguém vem nos receber. Não precisa ser uma grande estrutura de recebimento, mas a pessoa que nos recebe deve ter aquela vontade de receber bem, deve ter sensibilidade e percepção de que o recém chegado deve estar cansado, deve estar precisando de informação, deve desconhecer tudo por ali e essas informações, e muitas outras, devem situá-lo no novo ambiente aonde chegou. Turismo e hospitalidade estão muito ligados. Quem faz o bem estar do outro, num lugar estranho, pratica uma arte, a arte de receber bem, de ser hospitaleiro.

Ser hospitaleiro não precisa obrigatoriamente ser nos hotéis, nas pousadas, nos balcões de atendimento. Pode ser na nossa casa, quando recebemos amigos, parentes e até mesmo estranhos. Lembro-me de um caso que uma mãe veio de longe, para assistir à formatura da filha e não tinha condições de ficar num hotel, logo, ela ficou conosco, em nossa casa e não foi pesado, foi, ao contrário, um prazer porque conhecemos uma pessoa maravilhosa, ficamos amigos e se ela voltar hoje vai ter onde ficar novamente.

Às vezes fico pensando na situação da igreja primitiva. Os apóstolos foram comissionados por Jesus a irem por todo mundo e pregar o evangelho, mas Jesus não deu a eles um adiantamento em dinheiro para despesa de viagem, nem um cartão de crédito com saldo para gastarem quando precisassem. Apenas disse para irem ao mundo. E eles souberam resolver a situação. Foram hospedados nas casas dos irmãos. Várias vezes a bíblia menciona Paulo ficando em casas particulares dos irmãos aonde quer que ele ia. Temos, depois, o conselho de Paulo, escrevendo de Roma aos Hebreus, dizendo: “Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela, alguns, sem o saberem, hospedaram anjos” (Heb.13:2).

No episódio do Bom Samaritano, o homem caído à beira do caminho, ferido e abandonado, foi desprezado pelo Sacerdote e pelo levita, mas foi ajudado pelo samaritano que casualmente passava por aquele caminho. Este o atendeu, pensou suas feridas, colocou-o no seu próprio animal e o levou a uma hospedaria. Ainda bem que havia uma hospedaria, porque se dependesse dos sacerdotes e dos levitas, aquele homem morreria à beira do caminho. Ainda bem que houve um samaritano hospitaleiro que cuidou dele e nada pediu em troca. E fez mais, ele deu dinheiro seu ao hoteleiro dizendo que cuidasse dele e que se gastasse mais do que aquela soma, ele pagaria ao voltar (Luc.10:25-35). São essas almas magnânimas que estão faltando no mundo em que vivemos, são pessoas hospitaleiras que estão rareando na sociedade. Hoje nos trancamos dentro de nossas casas e garantimos que não há lugar pra mais ninguém. Nós já desaprendemos como viver próximos uns dos outros, parece que quanto mais isolados melhor. Assim é a vida de hoje. Mas no cristianismo não poderia ser assim. Se Jesus mandasse, hoje, os discípulos saírem para pregar ao mundo, e não lhes desse dinheiro algum, como não deu no passado, aonde eles ficariam? Na minha casa? Na sua casa? Ou teriam que dormir no banco da praça?

Sabe, há muitas coisas que desaprendemos com o tempo e que ainda são necessárias. Não se consegue entender como um grupo de cristãos que se diz estar se preparando para o céu, onde vamos viver eternamente juntos, não ser capaz de conviver juntos aqui por algumas horas. “Os israelitas, em todas as suas festas, admitiam os pobres, os estrangeiros e os levitas, os quais eram ao mesmo tempo ajudantes do sacerdote no santuário, mestres de religião e missionários. Todos esses eram considerados hóspedes do povo, recebendo hospitalidade durante as festas sociais e religiosas e sendo atendidos carinhosamente em suas enfermidades e necessidades. A pessoas assim devemos acolher em nosso lar. Quanto esse acolhimento não alegraria e daria ânimo ao enfermeiro ou missionário, à mãe carregada de cuidados e trabalhos árduos, ou às pessoas fracas e idosas, que vivem muitas vezes sem lar, lutando com a pobreza e com tantos desalentos”! (Ciência do Bom Viver, p.353). Quando Jesus orientava seus discípulos, certa ocasião ele deu esse conselho: “Quando deres um jantar ou uma ceia, não chames os teus amigos, nem os teus irmãos, nem os teus parentes, nem vizinhos ricos, para que não suceda que também eles te tornem a convidar e te seja isso recompensado. Mas, quando fizeres convite, chama os pobres, aleijados, mancos e cegos e serás bem-aventurado; porque não têm com que te recompensar; mas recompensado serás na ressurreição dos justos” (Luc. 14:12-14). No dia da ressurreição teremos surpresas! Pode ter certeza!

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