Meditação diária de 08/07/2020 por Flávio Reti –
08/07/2020
Meditação diária de 10/07/2020 por Flávio Reti – Luzes de Natal
10/07/2020

Meditação diária de 09/07/2020 por Flávio Reti – Lixadeira

09 de julho

Salmos 51:10  “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável”

Lixadeira

A lixa tem sua origem no uso das escamas de certos peixes e de certos animais. Ainda hoje os índios do Araguaia usam as escamas do pirarucu para lixar seus enfeites. Mas o homem arrumou um jeito melhor de criar sua lixa. Tomou uma folha de papel grosso, lambuzou-a com cola e polvilhou areia por cima e quando secou a cola estava pronta a lixa. Aperfeiçoando um pouco eles criaram as várias lixas com variadas granulações. Uma bem grossa com grande capacidade de desbaste usada em carpintarias. Outra média usada nas oficinas mecânicas e serralherias, e uma mais fina para lustrar metais usada nas ourivesarias. Existe até uma tabela de granulação que varia de 16 a 3000 e quanto menor o valor da granulação, mais grossa é a lixa. As lixas mais finas são indicadas para dar polimento. Uma lixa de granulação média deve ser usada para paredes e madeira. A arte do embelezamento teve o capricho de criar para as mulheres uma lixa especial, para lixar as unhas, que não é de papel, mas uma lamina de madeira revestida com um abrasivo leve. É comum ver mulheres dirigindo carros e ao parar nos faróis, pegam logo sua lixa e começam a modelar as unhas. Acho que a invenção da lixa foi mesmo uma invenção muito importante! Na indústria e nas oficinas, a maneira mais bruta de desbastar uma peça é com uma lixadeira elétrica que usa um disco de metal recoberto com minerais abrasivos de grande eficácia, mas é uma ferramenta que exige grande perícia para trabalhar com ela por ser muito perigosa. Um leve descuido ela pode mutilar e até matar o operador. A título de curiosidade, existe em Portugal, região do Porto, uma cidade de 9.000 habitantes cujo nome é Lixa, mas que não tem relação com a lixa corrosiva. Qualquer material, depois de sofrer a ação do processo de lixamento, torna-se mais suave, mais liso, inclusive as unhas das mulheres se tornam mais delicadas. Concluímos, portanto, que o trabalho de uma lixa é desbastar, alisar, polir e é um processo válido para qualquer coisa que se queira dar um melhor acabamento. E nós, os seres humanos, como podemos melhorar nosso aspecto rude de caráter, de comportamento, nossas grosserias? Certamente não será com uma lixa comum, há que ser por um outro processo. Não é pelo desgaste externo que vamos melhorar, mas pela renovação do nosso entendimento que vamos mudar nossos hábitos, nosso comportamento, nossas atitudes e vamos abrandando nosso caráter. Em nós, o artesão mor, Jesus Cristo, trabalha no coração, de dentro para fora, fazendo também de nós preciosidades na sua obra de reconstrução do homem caído. Uma simples lixa me lembra disso.

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