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Meditação diária de 09/07/2019 por Flávio Reti – Carlos Justiniano Ribeiro Chagas

09 de julho

Provérbios 10:22  “A bênção do Senhor é que enriquece, e ele não a faz seguir de dor alguma”

Carlos Justiniano Ribeiro Chagas

Estamos diante de um médico sanitarista, biólogo, cientista e bacteriologista genuinamente brasileiro, natural de Oliveiras, no Estado de Minas Gerais e que nasceu nesse dia, 09 de julho de 1879, e cuja profissão foi clínico e pesquisador, ativo em saúde pública dedicado à pesquisa da doença conhecida por malária, popularmente doença de Chagas, provocada por um protozoário chamado tripanosoma cruzi em homenagem ao seu amigo Oswaldo Cruz. Segundo os comentários, ele foi, até os dias atuais único, o primeiro pesquisador que descreveu uma doença infecciosa por completo, o vetor, o hospedeiro, as manifestações e a epidemiologia. Recebeu louvores e prêmios do mundo inteiro e passou a ser membro honorário da Academia Brasileira de Medicina e Doutor honoris causa em Harward e na Universidade de Paris. Se fosse pouco, ele ainda pesquisou a leptospirose e as DST (doenças sexualmente Transmissíveis) ou as doenças venéreas (venéreas tem a ver com Vênus, a deusa do amor). Seu pai era trabalhador das fazendas de café e morreu quando Carlinhos Chagas estava com 4 aninhos apenas e sua mãe acudiu no cultivo do café e na criação de Carlinhos e de seus outros quatro irmãos. Seus tios da parte de sua mãe sempre incentivaram o sobrinho a estudar, sendo dois tios advogados e um deles médico, o que mais o influenciou a estudar medicina. Aos oito anos ele foi trazido para São Paulo e matriculado em um colégio interno dirigido por Jesuítas no interior, na cidade de Itu, mas fugiu do internato para estar com a mãe que estava morando em Juiz de Fora, MG, quando soube que os escravos que foram libertados estavam atacando e depredando a fazenda da família. Meio sem rumo, começou estudando engenharia, mas se juntou a colegas e se tornou boêmio vindo a ficar muito doente, mas se recuperou e voltou a pensar em medicina. Aos dezoito anos entrava na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Assim que terminou o curso, procurou o Instituto Soroterápico Federal com uma carta do médico Miguel Couto em mãos apresentando-o ao diretor do Instituto Oswaldo Cruz. Como tema de sua tese, assim que começou a trabalhar, escolheu pesquisar o ciclo evolutivo da malária na corrente sanguínea. Terminada a tese, o próximo passo foi a nomeação de Carlos Chagas como médico do Instituto, mas ele recusou e preferiu criar seu próprio laboratório particular no Rio de Janeiro. Ele entrou profundamente na pesquisa e chegou ao inseto denominado barbeiro como vetor e daí era só controlar a doença.

Que bênção foi a vida desse homem para a humanidade! Hoje, a doença de chagas tem cura e muitas pessoas infectadas se beneficiam do trabalho incansável do doutor Carlos Chagas. Isso faz lembrar a conversa de Deus com Abraão, quando Deus lhe disse: “Sê tu uma bênção”. Se pensarmos seriamente, cabe a nós também ser uma bênção a todos que nos rodeiam, afinal, assim como Abraão, nós também somos chamados a ser vasos de bênçãos e de alguma maneira abençoar nossos irmãos. A vida é uma estrada de mão dupla, hoje você ajuda e amanhã poderá ser ajudado, hoje você abençoa e amanhã poderá ser abençoado. Portanto, “sê tu também uma bênção” (Gên.12:2).

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