CULTO DE ORAÇÃO – hoje às 19h Ao vivo
08/04/2020
Não perca, sábado 11/04 – Escola Sabatina e Culto – Ao Vivo
09/04/2020

Meditação diária de 09/04/2020 por Flávio Reti – Aperto de mão

09 de abril

Provérbios 1:24  “Porque estendi a minha mão e não houve quem desse atenção”

Aperto de mão

Você sabe que a humanidade gosta de criar dias especiais, dia disso ou daquilo, dia do beijo, dia do abraço, e também o dia do aperto de mão, que dizem deve ser comemorado no dia 21 de junho. Você também já sabe que não são todas as culturas que costumam apertar as mãos reciprocamente como nós, brasileiros, aliás, nossa maneira de cumprimentar é meio anti-higiênica. Entre os orientais eles se curvam um diante do outro e não se tocam. Os povos árabes costumam trocar beijos na bochecha mesmo entre os homens ainda que sejam estranhos. Os filipinos curiosamente se curvam, apertam as mãos do outro contra sua testa como forma de respeito. Os indianos costumam se cumprimentar falando “namaste” e juntando as palmas da mão apontando para cima e ao mesmo tempo apertando contra o peito, mas não se tocam. Na Nova Zelândia, especialmente os da tribo Maori, dizem “olá” e juntam nariz com nariz, frente a frente, como o beijinho do papagaio. Na Arábia Saudita, as pessoas costumam se cumprimentar falando “As-salamu alaykum” (a paz esteja com você) colocam ambas as mãos sobre os ombros da outra pessoa e beijam os narizes. Os gregos têm uma forma mais fria de cumprimentar. Eles simplesmente dão um tapinha leve nas costas ou nos ombros da outra pessoa e pronto, já se cumprimentaram. É extremamente individual a forma com que nos cumprimentamos, nos despedimos, enxergamos alguma coisa e lidamos com diferentes situações. Bem, a maneira das pessoas se cumprimentarem é cultural, é um gesto da sua sociedade e é extremamente relevante se não o fizerem, porque expressa amizade, afinidade, confiança entre as pessoas. Aqui entre nós, um aperto de mão pode também significar a realização de um acordo entre as pessoas. Isso fazemos nós os homens, entre homem e mulher e entre mulheres desconhecidas, já é sem muita intimidade. Já as mulheres, que se conhecem, na nossa sociedade, homens e mulheres amigos e próximos, se cumprimentam normalmente encostando o rosto no rosto e fingindo dar um beijo, beijam o ar, fazendo de conta que se beijaram. No antigo Egito há gravuras de um deus qualquer estendendo a mão para um ser humano, neste caso significava conceder poder à pessoa. Os sociólogos dizem que os homens primitivos soltavam as sarabatanas, as bordunas e estendiam a mão para demonstrar que estavam desarmados, mas as mulheres que não usavam armas não faziam esse gesto. Dizem eles que nossa maneira de cumprimentar ainda é resquício daqueles tempos, porque os homens dão as mãos e as mulheres fazem de conta que beijam. Cá pra nós, estender as mãos é mais do que simplesmente cumprimentar. É ajudar, é socorrer, é demonstrar amor, é se envolver, é arriscar-se, mas só a pessoa que se arrisca é livre para decidir se arriscar. Então, estenda a mão, arrisque-se a fazer o bem, porque isso faz bem.

Os comentários estão encerrados.