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08/03/2020
Meditação diária de 10/03/2020 por Flávio Reti – Cartão de Crédito
10/03/2020

Meditação diária de 09/03/2020 por Flávio Reti – Carretilha de Pesca

09 de março

Mateus 17:27  “… vai ao mar, lança o anzol, tira o primeiro peixe que subir…”

Carretilha de Pesca

Dizemos carretilha porque presa na vara de pesca ela se parece com um carretel onde se enrola e se desenrola a linha dependendo da vontade e da necessidade do pescador, mas há os que preferem dizer Molinete, mais elegante. Inventado por George W. Snyder, em 1820, ela subsiste até hoje no gosto dos amantes de pescaria. É um mecanismo que potencializa a força que o pescador faz ao recolher o peixe e facilita soltar ou recolher a linha com mais rapidez. Não pense que no interior de um molinete só existe uma manivela para fazer girar o carretel, lá existe uma relação de engrenagens, rolamentos que conferem mais força ao conjunto. Aliás, é um conjunto sofisticado porque ele dispõe de um mecanismo regulador da tração que serve para regular a “fricção ou o freio” e assim controlar os puxões violentos que algum peixe grande pode dar na linha e assim amortecer ou frear o tranco. Não é sem razão que os pescadores adoram exibir seus molinetes, ainda mais se vier com um troféu de um bom peixe pendurado na linha. Foi-se o tempo em que os molinetes eram caros, porque hoje é muito popular e todo pescador esportivo tem um, porque é simples de manusear e de baixo custo quando comparado ao prazer da pesca. Imagine que você precisa lançar uma linha a 150 metros com uma chumbada pensando 200 gramas. Na mão limpa você não faz isso, mas com um molinete é possível e fácil. Ainda me lembro de estar passando férias numa propriedade à beira de um rio e nosso genro usou o pedaço de queijo que tínhamos para o lanche e fez dele vários pedacinhos que serviram de isca para pescar. Ele estava usando um molinete e não poderia ser qualquer isca e o nosso lanche, ora o lanche! Já era! O importante era que ele estava estreando o molinete! A traia de um pescador não se reduz a um molinete, inclui também linhas especiais, anzóis de liga de carbono que não abrem, iscar artificiais imitando desde miçangas até camarões, boias com cincerros e varas telescópicas feitas de fibra de carbono. Varinha da bambu para pescar do barranco? Nunca mais, agora é alugar barcos e formar um grupo de amigos e passar uma semana pescando e se divertindo. Tudo isso que você leu até agora é para atrair e engodar o peixe que inocentemente se atreve a morder sua isca traiçoeira e você depois se diverte com a desgraça do infeliz. Não lhe parece a mesma coisa que satanás faz com os homens? Ele enfeita com as mil maravilhas até que apanhamos sua isca mortal e depois ele se ri de nós, porque fomos mais um incauto no seu anzol assassino. Por isso, cuidado, o diabo tem um prato para cada paladar e de um deles você pode gostar.

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