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09 de março

Jeremias 21:8  “… eis que ponho diante de vós o caminho da vida e o caminho da morte”

Tomie Ohtake

Pelo nome você já desconfia que é japonesa, mas seu nome real não é bem esse, é Tomie Nakakubo. Trata-se de uma figura expoente nas artes plásticas abrangendo pinturas, esculturas e gravuras. Para se ter uma ideia de quem estamos falando, ela chegou a ser premiada no Salão Internacional de Arte Moderna em 1960 e também com a ORDEM DO RIO BRANCO, em 1980, nas comemorações dos oitenta anos da imigração japonesa no Brasil. Ela não está sozinha nessa arte, ela tem como parceiros Tikashi Fukushima, Manabu Mabe, entre outros artistas denominados abstracionistas que representam o Brasil entre muitos defensores e apoiadores. Assim que chegou ao Brasil em 1936, ela conheceu um outro japonês, um agrônomo que já estava por aqui, Ushio Ohtake, e com ele se casou tendo dois filhos que hoje são curadores do Instituto Tomie Ohtake. Como se o abstracionismo fosse pouco, na década de setenta ela enveredou pelo ramo da serigrafia, litografia e arte em metal. Participou da Bienal de Veneza, recebeu prêmio do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Suas obras monumentais famosas estão na frente do MAC-Usp, outra em Santos, em Ipatinga MG, na Av. 23 de Maio e o monumento Guaracuí, uma enorme tulipa de aço, localizada numa das praças de Registro SP. Atualmente 27 obras dela são consideradas públicas e estão espalhadas por várias cidades do Brasil. Algumas estão em São Paulo, como os quatro grandes painéis da Estação do Metrô no bairro da Consolação, uma pintura em parede na Ladeira da Memória, no Brás. Ela também escreveu livros, entre eles um escolhido pela Jugend Bibliothek de Munique como um dos melhores livros de arte editados no Brasil. Ela morreu faz pouco tempo, em fevereiro de 2015, com broncopneumonia no hospital Sírio Libanês, com 101 anos de idade.

Que maravilha de mulher, viveu mais de um século, contribuiu grandemente com a cultura e deixou um legado inestimável para as gerações futuras. Quando vejo pessoas vivendo além dos 100 anos, me vem à memória os anos da eternidade que não terão fim. Alguém disse que se a terra fosse uma bola inteirinha de aço, não de terra como é, e a cada ano um passarinho viesse limpar o bico nessa bola de aço, quando gastasse a bola teria apenas começado a eternidade. Pensamentos assim que me fazem esquecer os cem anos vividos aqui e pensar seriamente no céu, onde andaremos em ruas de ouro e contemplaremos os muros de pedras preciosas e os portais de pérolas. O céu deve fazer parte de nossos planos, e se ainda não faz, está na hora de revermos nosso conceito de vida aqui neste mundo como uma oportunidade para o mundo porvir. Essa vida pode ser muito incerta, mas a vida eterna é certa, e vale a pena esperar por ela. Não se trata de uma utopia, algo impossível, porque foi promessa verbal do próprio Jesus de nos conceder a vida eterna, por isso eu a aguardo com ansiedade e você também deve aguardar. É uma questão de dias e será uma realidade!

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