Reencontro – Compasso livre
07/07/2017
Meditação diária de 09/07/2017 por Flávio Reti
09/07/2017

Meditação diária de 08/07/2017 por Flávio Reti

8 de julho

Dia do padeiro

Provérbios 20:13   “Não ames o sono para que não empobreças; abre os teus olhos e te fartarás de pão”

Quem disse que não gosta de um pãozinho quentinho recém saído do forno? Quando a gente passa por perto de alguma padaria, sempre vem aquele cheirinho gostoso de pão novo, ou de algum bolo ou doce que lá dentro o padeiro está fazendo. E ao ver a vitrine cheia de bolos e doces de todo os tipos a gente fica aguando de vontade comer todos. O cheiro da padaria mexe com nossas lombrigas.

Tínhamos um vizinho que era padeiro. Ele madrugava todos os dias às 2 horas da manhã e lá pelas 14 horas da tarde ele voltava subindo a rua devagar, cansado, com sono e trazendo um pão para sua casa. Como criança, a gente achava que ele sim tinha uma vida boa, podia comer bolo, comer doce, pão de todo tipo a qualquer hora. Que vida boa deveria ter o padeiro!

O pão faz parte da alimentação humana há milhares de anos. Pelo que se sabe, os egípcios foram os primeiros a fazer pão assado no forno e a eles também se atribui a técnica de acrescentar um líquido fermentado para levedar a massa e tornar o pão mais leve e mais macio. Os judeus também fabricavam o pão, mas sem fermento, porque acreditavam que o fermento era uma forma de putrefazer a massa, deixando o pão impuro segundo seus costumes religiosos. Por isso que sempre na bíblia a gente lê que eles ofereciam pão asmo, sem fermento, para Jeová. O pão tem uma história tão antiga quanto a própria civilização. Segundo o historiador Gilberto Freyre, o Brasil só conheceu o pão a partir do século XIX e ainda não era o pão, era um tipo de beiju de farinha de mandioca. O pão chegou à Europa através dos gregos. De início, o pão romano era feito pelas mulheres dentro das casas, muito depois passou a ser feito em padarias. É dessa época que temos notícias dos primeiros padeiros profissionais. Com a queda do império romano as padarias desapareceram e só vão aparecer novamente na França como o centro da fabricação de pães de luxo. Com as grandes invenções do século XVII começam a aparecer as amassadeiras, os moinhos de grãos e a produção de farinha alavancou as padarias no mundo todo.

O pão é símbolo de alimento. Na oração do Pai Nosso, Jesus ensinou orar pedindo o pão nosso de cada dia, isto é, o alimento de todos os dias. A importância do pão na dieta diária nos tempos bíblicos é indicada em repetidas referências a ele nas Escrituras. Por exemplo, Melquisedeque “trouxe para fora pão e vinho” antes de abençoar a Abraão (Gên. 14:18). Ao mandar Agar e Ismael embora, Abraão “tomou pão e um odre de água, e deu-o a Agar” (Gên. 21:14). Quando estava preso, Jeremias recebia uma ração diária de “um pão redondo” (Je. 37:21). Em duas ocasiões, Jesus Cristo milagrosamente multiplicou pães para alimentar grandes multidões (Mat. 14:14-21; 15:32-37). Jesus ensinou seus seguidores a orar pedindo “pão para o dia, segundo as exigências do dia” (Lu. 11:3). E o salmista apropriadamente identificou a Deus como aquele que dá “pão que revigora o próprio coração do homem mortal” (Sal. 104:15). Pão é símbolo de alimento e alimento nós os temos de várias formas. As abundantes provisões de frutas, nozes e cereais da Natureza são amplas e de ano para ano os produtos de todas as terras são mais amplamente distribuídos por todos, devido às facilidades de transporte. Em resultado, muitos artigos de alimentação que, poucos anos atrás, eram considerados como luxos caros, encontram-se agora ao alcance de todos, como gêneros diários. Este é especialmente o caso com frutas secas e em conservas, mas o pão sempre está presente. Sempre que se fala em pão, alguém deve tê-lo feito, esse alguém é o padeiro que homenageamos hoje. Você já orou pedindo que Deus abençoe o padeiro? Hoje mesmo ele madrugou para você ter o pãozinho do seu desjejum. Então, ore agora.

 

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