Meditação Diária de 07/05/2017 por Flávio Reti
07/05/2017
Meditação Diária de 09/05/2017 por Flávio Reti
09/05/2017

Meditação Diária de 08/05/2017 por Flávio Reti

Dia Internacional da Cruz Vermelha 

“E que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as  que estão na terra como as que estão nos céus” Colossenses 1:20 

A cruz Vermelha foi fundada por um filantropo de nome Jean Henry Dunant, em 8 de maio de 1828 e que foi o vencedor do prêmio Nobel da Paz em 1901. No seus objetivos, ao fundar a  Cruz Vermelha, ela deveria ser neutra, imparcial, usar um emblema que fosse reconhecido por todos  e respeitado mundialmente. Sua função seria aliviar o sofrimento de soldados prestando serviço  voluntário oferecido por pessoas voluntárias. Seus membros não fazem distinção de pessoas, de  nacionalidade, de raça, se é político ou leigo, se é rico ou pobre. Ela se envolve unicamente no  socorro das pessoas no intuito de aliviar o sofrimento. É uma organização que não pertence a  nenhum governo, independente, no entanto é admitida por todos os países e estes a permitem  trabalhar dentro de seus limites sempre que seus préstimos são necessários. Ela precisa se abster  de entrar em conflitos e não deve nunca se envolver com os conflitos onde estiver atuando. Não  visa lucros e se mantém com verbas dos países consignatários e das doações de filântropos do  mundo inteiro. Entre as suas atribuições estão a identificação de corpos retirados de batalhas,  abrir e esviscerar, fechar corpos, identificar órgãos, identificar pedaços de corpos para posterior  exames, guarda temporária do material, embasamento de cadáveres e uma série de outras atividades  relacionadas com feridos e mortos em guerras e conflitos.

Como se pode ver, a Cruz Vermelha presta um excelente serviço humanitário onde for  necessário, mas ainda está muito longe da Cruz de Cristo. A cruz de Cristo é mais ampla no seu  objetivo, na sua abrangência. Seu lema é salvar todos que se achegarem a Deus. A Cruz que os  cristãos reverenciam foi pensada, não por um filantropo humano, apesar de lindo seu trabalho, mas  pelo próprio Deus e muito antes de haver conflito no universo.

Hoje os cristãos, semelhante aos membros da Cruz Vermelha, pretendem estar no mundo  inteiro para atender e ajudar tantos quantos precisem de sua mão auxiliadora. Ela quer salvar, não  de um conflito terreno, mas de um conflito cósmico causado pelo que conhecemos como pecado.  O pecado, como um conflito entre nações, ainda vai levar muita gente à perdição eterna. Nós, como  voluntários da Cruz de Cristo, devemos de igual maneira ser imparciais, não fazer diferença de  gênero, raça ou cor. Ir aonde Deus mandar e ter sempre um motivo altruísta no coração.

Na próxima vez que você pensar na cruz, não repare no emblema afixado nela com cores  vermelhas para identifica-la internacionalmente. Pense nela como um instrumento de tortura,  ensanguentado, sobre o qual morreu nosso senhor e salvador para salvar até o mais vil pecador.

A Cruz de Cristo faz toda a diferença no coração das pessoas. Quando a Cruz está presente,  a lembrança de Cristo é constante e os males de uma sociedade corrompida pelo pecado não  atinge os membros dessa organização celestial. A Cruz de Cristo, uma vez plantada no coração das  pessoas, dará fruto para a eternidade. “O exemplo do Salvador deve ser a norma de nosso serviço  pelo ferido e o errante. O mesmo interesse e ternura e longanimidade que Ele tem manifestado  para conosco, nos cumpre mostrar para com os outros. “Como Eu vos amei a vós”, diz Ele, “que  também vós uns aos outros vos ameis” (João 13:34). Se Cristo habita em nós, manifestaremos  Seu abnegado amor para com todos com quem temos de tratar. Ao vermos homens e mulheres  necessitados de simpatia e auxílio, não devemos indagar: “São eles dignos?”, mas: “Como os poderei  beneficiar?” Ricos e pobres, elevados e humildes, livres e servos, todos são herança de Deus. Aquele  que deu a vida para redimir os homens vê em toda criatura humana um valor que excede ao cálculo  finito. Pelo mistério e glória da cruz, devemos avançar” (CBV. 162).

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