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08 de outubro

Salmos 18:6  “Na minha angústia, invoquei ao Senhor, sim, clamei ao meu Deus; do seu templo ouviu ele a minha voz, o clamor que eu lhe fiz chegou aos seus ouvidos”

Sonar

O sonar foi um instrumento pensado durante a guerra para localizar submarinos, mas atualmente ele tem múltiplas aplicações além da navegação, para pesca, para pesquisa do fundo dos mares, para localizar destroços. O que um radar faz pelo ar, no espaço, o sonar faz na água que é emitir uma onda de rádio e captar seu retorno para analisar as imagens. As ondas não são projetadas a esmo, exige-se um certo estudo sobre o que se conhece como Acústica Submarina. Refração de ondas, distorção das ondas, alcance das ondas na água, uma série de quesitos para que o sonar seja utilizado com sucesso. Há também um tipo de sonar que não emite ondas que é o sonar passivo que capta sons feitos por qualquer navio que passe por perto e imprima som nas águas. E se eu disser que o primeiro registro do uso de um sonar foi feito em 1490 por Leonardo da Vinci que nada mais era do que um tubo enfiado na água onde ele punha o ouvido para detectar aproximação de navios, coisa que os morcegos fazem semelhante ao radar e os golfinhos fazem semelhante ao sonar há muito tempo. O que motivou a criação de um sonar mais moderno foi a tentativa de localizar o navio Titanic naufragado em 1912 e a primeira patente emitida foi de um meteorologista britânico de nome Lewis Fry Richardson, logo após o naufrágio. Nesse mesmo ano outro engenheiro canadense, Reginald Fessenden, desenvolveu um sistema de detectar a profundidade, conseguiu se comunicar pela água usando o código Morse e foi capaz de localizar um iceberg a três quilômetros de distância. Os sonares continuam sendo desenvolvidos por vários países e grande tem sido o interesse melhorando a tecnologia. Quando o pulso do sonar é emitido e ele encontra algum obstáculo, ele retorna e o tempo que o sinal demora para ir e voltar permite calcular a profundidade ou a distância do objeto com boa precisão. Enquanto um sonar ativo emite para depois captar o retorno, um sonar passivo não emite, ele apenas escuta sem transmitir. Há na bíblia um verso do profeta Jonas que me lembra o sonar ou o radar: “Na minha angústia clamei ao Senhor e ele me respondeu, do ventre do seol gritei e tu ouviste a minha voz” (Jonas 2:2). E é assim que funciona, você clama e Deus responde, o sonar emite e já se ouve o retorno. A diferença está em que com Deus não envolve tecnologia, basta clamar, rogar, pedir e a resposta virá em seguida.

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