Culto de Oração (07/08/2019 às 20h00)
07/08/2019
Meditação diária de 09/08/2019 por Flávio Reti – Francisco de Assis Pereira
09/08/2019

Meditação diária de 08/08/2019 por Flávio Reti – Bartolomeu Lourenço de Gusmão

08 de agosto

Isaías 60:8  “Quem são esses que vêm voando como nuvens e como pombas para suas janelas?”

Bartolomeu Lourenço de Gusmão

Por certo você já ouviu alguma coisa sobre o padre voador, um sacerdote que era cientista e inventor acima da religião, que embora considerado português, nasceu em Santos na época da Capitania de São Vicente. Seu nome entrou para a história porque inventou, a partir de experiências com balões, o primeiro aeróstato a que deu o nome de passarola. Era filho de um cirurgião que queria os doze filhos (seis homens e seis mulheres) todos envolvidos na vida eclesiástica, mas um deles, Alexandre de Gusmão, se enveredou pela vida diplomática no reinado de D. João V, enquanto os outros todos seguiram a orientação do seu pai, inclusive o jovem Bartolomeu, nosso padre cientista e inventor. Quando Bartolomeu estava no seminário, localizado no alto de uma elevação, o abastecimento de água era precário, feito com latas e baldes na cabeça, trazida de um pântano lá embaixo. O seminarista Bartolomeu percebendo a dificuldade, criou um mecanismo capaz de elevar a água do pântano até o reservatório do seminário através de canos com muito sucesso e considerado a maior invenção que um seminarista pudesse ter inventado. Desde esse momento ele passou a ser conhecido como o padre inventor. Terminou seu noviciado com 16 anos e viajou para Portugal e passou a ser mais um Jesuíta. Ao voltar, ele requereu a patente de seu invento para puxar água de qualquer lugar para qualquer altura e essa foi a primeira patente de invenção já outorgada a um brasileiro, em 27 de março de 1707. De volta a Portugal, Bartolomeu requereu outra patente de um aparelho que segundo ele seria possível andar pelo ar, aquilo que veio depois ser conhecido como aeróstato ou balão. Depois de várias experiências e demonstrações, ele surgiu com um balão mais em forma de pássaro do que de um balão e lhe deu o nome de passarola, algo que deslumbrou a Europa, porque o passarola voava de verdade. Estando em Portugal, os inimigos inventaram um meio de o acusar e disseram que ele era simpatizante dos novos cristãos e com isso foi objeto de perseguição pela inquisição de sua própria igreja obrigando-o a fugir para a Espanha e lá também os inquisidores o acusavam de ter se unido ao judaísmo. Lá, na Espanha, Bartolomeu de Gusmão adoeceu e lá mesmo morreu em 1824 com apenas 38 anos de vida. Em 2004 seus restos mortais foram exumados e trazidos para o Brasil e hoje se encontram sepultados na catedral metropolitana de São Paulo. Voar era sua obsessão e ele conseguiu voar. Mas me chama a atenção que no céu os remidos terão asas e alçarão voos incansáveis para os mundos distantes. Veja a citação de Ellen White: “Todos os tesouros do Universo estarão abertos ao estudo dos remidos de Deus. Livres da mortalidade, alçarão voo incansável para os mundos distantes – mundos que fremiram de tristeza ante o espetáculo da desgraça humana, e ressoaram com cânticos de alegria ao ouvir as novas de uma alma resgatada. Com indizível deleite os filhos da Terra entram de posse da alegria e sabedoria dos seres não caídos. Participam dos tesouros do saber e entendimento adquiridos durante séculos e séculos, na contemplação da obra de Deus. Com visão desanuviada olham para a glória da criação, achando-se sóis, estrelas e sistemas planetários, todos na sua indicada ordem, a circular em redor do trono da Divindade. Em todas as coisas, desde a mínima até à maior, está escrito o nome do Criador, e em todas se manifestam as riquezas de Seu poder” (Grande Conflito, pág.548). 

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