Inscrições ainda abertas para os Aventureiros
07/02/2019
Comentários da Lição 6 (1o Trim/2019) por Classe 3
08/02/2019

Meditação diária de 08/02/2019 por Flávio Reti – Jules Gabriel Verne

08 de fevereiro

Jeremias 17:9  “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o poderá conhecer?”

Jules Gabriel Verne

Por certo esse nome não lhe é estranho, é possível você já o ouviu algumas vezes referindo-se às suas obras “Cinco semanas em um balão, ou Viagens ao Centro da Terra, ou Vinte mil Léguas Submarinas, ou ainda Volta ao Mundo em Oitenta Dias”. Embora seu nome seja de origem francesa, ele é conhecido nos meios literários aqui no Brasil como Júlio Verne apenas. Ele é considerado o inventor do gênero literário de Ficção Científica, exatamente porque fazia previsões em seus livros de avanços científicos, nos quais falava de máquinas voadoras, de viagem à lua. E olha que ele nasceu em fevereiro de 1828 e morreu em Março de 1905, mais de sessenta anos antes do homem de fato fazer uma viagem até a lua. Júlio Verne é um dos escritores mais traduzidos, alcançando já mais de 148 línguas, segundo estatística da UNESCO tendo escrito mais de cem livros. Presume-se por ter ele morado perto do porto e das docas da cidade de Nantes, na França, isso tenha lhe servido de estímulo para o desenvolvimento da imaginação fértil. Júlio Verne estudou direito e seu pai entusiasmado o mandou para Paris esperando que o filho se tornasse um grande advogado, mas se frustrou quando o Julinho se interessou mais pelo teatro do que pelas leis. Quando seu pai ficou sabendo dessa sua atrevida preferência, cortou-lhe toda ajuda financeira o que obrigou Júlio Verne a se aventurar na profissão de corretor de ações a fim de se manter financeiramente, mas nunca deixou aquele veio de escritor. Publicou sua primeira novela de sucesso com o relato de Cinco Semanas em um Balão com o enredo de uma viagem à África. Embora fosse puramente ficção, a história continha detalhes de coordenadas geográficas, culturas de povos, curiosidades sobre animais a ponto de confundir os leitores que ficavam na dúvida se era realmente ficção ou um relato verdadeiro, tanta era sua capacidade imaginativa. Outra obra famosa foi Paris no Século XX que ele escreveu em 1863, mas somente publicado em 1989 quando seu bisneto encontrou os manuscritos, realmente manuscritos, escritos à mão. Na época, seu editor recomendou que não publicasse porque tinha um conteúdo um tanto depressivo e não pareava com os demais títulos de sucesso já escritos falando de aventuras. Verne guardou o projeto num cofre que só foi descoberto mais de um século depois. Ninguém diria que um homem de sucesso tinha por trás de tudo uma mente depressiva. Em 9 de Março de 1886, seu sobrinho Gaston deu dois tiros contra ele, quando ele chegava em casa. Um dos tiros o atingiu no ombro e demorou a cicatrizar, o outro atingiu o tornozelo, deixando-o coxo nos seus últimos 19 anos de vida. Esses itens negativos não aparecem nas suas obras, apenas o sucesso. Daí eu sou obrigado a concordar com o profeta Jeremias ao dizer “Enganoso é o coração do homem” (Jer.17:9). Bem, mas o que eu aprendo com essa história de Júlio Verne? Basta pôr atenção no título de seu último livro que já podemos concluir o que aprender com ele. Trata-se do título “O Senhor do Mundo”, publicado em 1904, onde conta a história de um tal John Strock e sua investigação de uma máquina de terror, uma mistura de um avião com barco, com automóvel, com submarino com que surgia com grande velocidade e que despertava a interpretação de que era coisa do diabo. Insinuação do diabo! E é isso mesmo que devemos aprender, evitar qualquer insinuação e qualquer relacionamento com o diabo.

Os comentários estão encerrados.