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06/07/2019
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08/07/2019

Meditação diária de 07/07/2019 por Flávio Reti – Edson Arantes do Nascimento

07 de julho

Mateus 5:13  “Vós sois o sal da terra, mas se o sal se tornar insípido, com que se há de restaurar lhe o sabor?”

Edson Arantes do Nascimento

 Quem toma a rodovia Fernão Dias que liga São Paulo a Belo Horizonte vai passar perto de uma cidade de nome Três Corações, cidade onde nasceu Edson Arantes do Nascimento, nosso popular Pelé, o rei do futebol. O pai dele já era futebolista conhecido como Dondinho, então ele nasceu na família certa. Quando Pelé nasceu, seu pai resolveu fazer uma homenagem ao grande inventor da luz elétrica, Thomas Alva Edson e deu ao seu filho o nome de Edson Arantes do Nascimento, mas os fãs preferiram chama-lo Pelé e o apelido pegou e lhe trouxe mais fama do que o seu próprio nome. Mas a alcunha de Pelé surgiu quando seu pai o levava para a beira do campo de futebol de várzea e ele ainda com três anos ficava perto da trave vendo o goleiro agarrar e ficava impressionado, mas quando vinha uma bola ele gritava “Defende Bilé” e as outras crianças não entendendo muito bem repetiam defende Pelé. Pelo seu sucesso nos campos e pela sua passagem como embaixador mundial do futebol, Pelé foi o único estrangeiro que já recebeu a maior honra de cavaleiro comandante do Reino Unido pelas mãos de ninguém mais do que sua Majestade, a rainha Isabel II, no palácio de Buckingham. Na sua biografia consta que ele marcou 1281 gols em 1363 jogos e com esse número, até hoje nunca igualado, ele se tornou o maior artilheiro do século. Certa vez eu estava passando por uma avenida na cidade de Bauru, onde Pelé morou quando a família saiu de Três Corações, e eu vi uma multidão de gente puxando cabos, instalando câmeras todas apontadas para o pátio de manobras da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, hoje desativada. Eu, levado pela curiosidade, perguntei a um dos técnicos o que era tudo aquilo e ele me respondeu: “É que estamos filmando a vida de Pelé para fazer um filme e como ele morou aqui em Bauru e vivia passeando pelo pátio entre os trens recolhendo amendoim que caiam dos vagões, na verdade furtando amendoim e outras coisas para vender na entrada dos cinemas de Bauru e comprar material esportivo, quando Pelé, estimulado pelo pai, resolveu montar seu próprio time de futebol e esse episódio vai fazer parte do filme”. Aqui no Brasil, sua terra natal, Pelé é considerado um herói nacional pelas suas proezas como jogador e pelas suas realizações e contribuições ao futebol. Chegou a ser ministro do Esporte e na sua gestão editou a Lei Pelé que protege e regulamenta a profissão de jogador de futebol e criou as regras para a transferência e venda de jogadores. Desde 1977 Pelé é mais um aposentado que vive do nome que fez ao longo de sua vida.

Bem, Pelé fez alguma coisa, deixou um legado, especialmente quando foi Embaixador da UNICEF para a proteção das crianças, ele dedicou seu milésimo goal às crianças pobres do Brasil. Mas a pergunta óbvia é: O que estou eu fazendo de bom que poderá de alguma maneira servir para a humanidade? Algo de bom que contribua para o soerguimento da situação deste mundo? Quem quer fazer alguma coisa sempre vai achar um meio de fazer, logo, o que estou eu fazendo?

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