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Meditação diária de 08/03/2019 por Flávio Reti – Paula Souza
08/03/2019

Meditação diária de 07/03/2019 por Flávio Reti – Virgulino Ferreira da Silva

07 de março

Naum 1:2  “…O Senhor toma vingança contra seus adversários e guarda a ira contra seus inimigos”

Virgulino Ferreira da Silva

Ele, vulgarmente conhecido como Lampião, tem uma história de vida muito interessante e contada de maneiras diferentes. Os descendentes contam uma história, a polícia contra outra e os antigos moradores da localidade onde ele morreu, Poço Redondo em Sergipe, contam ainda outra.  Mas resumindo, pelo que apurei, seu pai foi morto por um comandante da polícia por ter se envolvido numa disputa por causa de terras. Ele, por sua vez, ainda menor de idade, guardou a roupa ensanguentada do pai e quando chegou à sua maior idade ele convocou outros membros da família e disse: “Agora chegou a hora de vingarmos nosso pai, quem quiser se ajunte a nós”. Dizendo isso saiu e formou um bando de jagunços, armou-os de facão e espingardas enquanto ele mesmo tinha um rifle. Ele matou o tal comandante assassino de seu pai e depois começou a fugir da polícia sem ter uma paradeiro certo. Conta-se que ele chegava nas vilas, quando ainda não havia luz elétrica e as ruas eram iluminadas por lampiões e atirava nos lampiões deixando a vila às escuras. E também, como ele era um bom atirador usando uma arma automática que disparava vários tiros iluminando a noite com o clarão das balas zunindo na escuridão, talvez, por isso ele ganhou o apelido de Lampião. Realizava saques e roubos para abastecer seu bando e sempre fugia para outras cidades e vilas. A polícia de várias localidades se via às voltas com o bando de Lampião e mantinham gana de pegá-lo vivo ou morto. O bando de Lampião apelidava os policiais de “macacos” talvez se referindo à maneira como fugiam de medo do bando, pulando como macacos ao avistar o bando. Lampião sempre foi acusado de atacar e saquear fazendas de sete estados e costumava roubar gado, assassinar oponentes e capangas “fracos”, torturava, mutilava, além de estuprar mulheres das comunidades por onde passava. Alguns se referiam a ele como uma espécie de Robin Hood do sertão, porque, segundo diziam, ele roubava dos ricos fazendeiros para dar à população pobre. Nessa saga ele percorreu vários estados do Nordeste até que um dia ele foi delatado e encurralado pela polícia que cercou o esconderijo logo ao amanhecer. Muitos de seus jagunços foram mortos pela polícia, alguns conseguiram ainda fugir, mas Lampião e sua esposa foram decapitados e suas cabeças levadas para a cidade como troféu da polícia finalmente vencedora.

O que nos impressiona nessa história real é o fato dele guardar a mágoa e se propor a vingar a morte do pai depois de alguns anos. Há um provérbio popular que diz mais ou menos o seguinte: A vingança nunca é plena, porque ela mata a alma e a envenena”. Somos ensinados pela bíblia que a vingança pertence ao Senhor, logo, a nós cabe esperar pela ação de nosso Deus. As pessoas aprenderam a chamar Virgulino Ferreira da Silva de “o rei do cangaço”, mas de que adiantou ser chamado de rei e viver fugindo dia e noite sem paradeiro, sem sossego. A palavra paz devia ser desconhecida dele, porque nunca a teve. Mas graças a Deus, porque nós ainda desfrutamos de relativa paz, esse atributo divino para os que confiam nas palavras de Jesus: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou” (João 14:27).

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