Meditação diária de 06/02/2020 por Flávio Reti – A bateria
06/02/2020
Comentários da Lição 6 (1o Trim/2020)
07/02/2020

Meditação diária de 07/02/2020 por Flávio Reti – O Baton

07 de fevereiro

Jeremias 4:30  “Embora te vistas de escarlate e te adornes com enfeites de ouro, embora te pintes em volta dos olhos com antimônio, debalde te farias bela. Os teus amantes te desprezam”

O Baton

Posso apostar 100 contra 1 que não existe uma mulher no mundo que não saiba o que é baton, uma palavra que nem brasileira é, mas de origem francesa e que lá significa literalmente bastão, mas mesmo lá o nosso baton não é chamado de bastão. Isso porque baton é um cosmético usado para dar cor aos lábios. Dizem elas que ele realça a boca, fazendo-a se adaptar a qualquer estilo, seja ele com brilho ou sem brilho, com sabor ou sem sabor. Desde a Mesopotâmia já era conhecido o costume de moer alguns minerais, minérios, e aplicar nos lábios para decorar o entorno da boca. As mulheres egípcias usavam pigmentos extraídos de algas (iodo e bromo) sem saber que poderia causar problemas sérios de saúde. No período medieval, na Europa, a igreja católica proibiu o uso afirmando que o baton representava a encarnação de satanás. Mas no século XVI, na Inglaterra, as mulheres inglesas, desafiando a igreja, passaram a usar tintura vermelha nos lábios e mantendo o rosto bem branco para dar contraste. Era uma combinação de cera de abelha com extratos vermelhos extraídos de plantas que apenas as mulheres da alta sociedade usavam até que em 1770 a Inglaterra propôs uma lei que considerava nulo qualquer casamento em que a mulher usasse cosmético. Chegando ao século XIX, na mesma Inglaterra, mulheres que se consideravam respeitáveis não usavam baton e seu uso estava associado às mulheres de vida fácil, marginalizadas, prostitutas. Era sinal de mau gosto e descaramento usar maquiagem na Inglaterra. Mas na França, mais aberta e mais livre, surgiram os perfumistas fabricando o baton em forma de bastão enrolado em papel de seda e eram feitos de sebo de veado, óleo de mamona (de rícino) e cera de abelha. Só em 1912, em função da propaganda de Hollywood, as mulheres americanas começaram a aceitar o uso do baton, para sair bem na foto por causa do uso das fotos coloridas, novidade entre as atrizes. Mas muito antes de Inglaterra, de França, de Estados Unidos, a bíblia já registrava um caso de uma mulher que se maquiou e se pôs à janela para chamar a atenção do novo rei de Israel, Jeú (II Reis 9:30-33). O nome dela era Jezabel, mulher do rei Acabe, que fez pecar Israel muitas vezes. Era uma mulher independente, determinada, desafiadora que enfrentava seu marido, o profeta Elias e os sacerdotes de Israel. Quando seu marido desejou comprar a vinha de um vizinho e este se negou a vendê-la, Jezabel se encarregou de mandar matá-lo para tomar posse da vinha (I Reis 21:1-16). Parece uma coisinha tola, um bastão de cera colorida para pintar os lábios, mas nossa bíblia enfatiza que a beleza “não seja o adorno ou o enfeite exterior” (I Ped.3:3). Como vê, baton não faz parte da beleza cristã.

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