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Meditação diária de 07/01/2019 por Flávio Reti – Inês de Castro

07 de janeiro

Provérbios 10:12  “O ódio excita contendas, mas o amor cobre todas as transgressões”

Inês de Castro

Nos bastidores da história há histórias inacreditáveis perpetradas por homens de quem a gente menos suspeita, como a história de Inês de Castro, a amada de D. Pedro I que seria o futuro rei de Portugal, mas foi assassinada pelo pai dele, o Rei D. Afonso IV. Inês de Castro nasceu nesse dia 07 de janeiro de 1.325 (Este D. Pedro I de Portugal não é o mesmo D. Pedro I aqui do Brasil). Os Lusíadas, a história de Portugal em versos, escrito pelo poeta Luís Vaz de Camões, narra a tragédia de Inês de Castro. Esperava-se que D. Pedro I se casasse com D. Constança porque era de família nobre da linhagem de Castela, mas o jovem Pedro se apaixonou por Inês, uma galega, contrariando os interesses do pai. Inês era dama de companhia de D. Constança, a prometida para D. Pedro. Assim, Pedro se tornou amante de Inês com quem teve três filhos e com ela se casou depois da morte de Constança com quem tinha apenas um filho. Inês de Castro constituía um obstáculo e um problema para Afonso IV, mais concretamente para os interesses do Estado. Havia o perigo de Inês vir a ser rainha e tal era considerado arriscado porque Inês era filha de galegos (galego queria dizer espanhol na época) e, uma vez rainha, a independência de Portugal poderia estar ameaçada. Havia também receio de que os filhos de Inês de Castro e Dom Pedro pudessem vir a lutar contra o filho de Dona Constança e Dom Pedro pelo trono. Não podemos esquecer de que esta história se desenrola em pleno século XIV, uma época de diferenciação cultural e afirmação política das nacionalidades. Muitas batalhas haviam sido travadas para alcançar independência, o medo de perder tudo aquilo pelo qual se tinha lutado (e ainda se estava lutando) era bem visível. Assim, torna-se claro como o casamento de Inês e de Pedro não era politicamente favorável aos interesses do Estado. Cabia a Dom Afonso IV agir de acordo com os interesses nacionais, mesmo que isso significasse matar uma inocente e fazer sofrer o seu próprio filho. O enredo todo se desenrola por razões de direitos sucessórios ao trono e com isso D. Inês foi executada a mando de D. Alfonso IV, pai de D. Pedro, numa das suas ausências. Quando subiu ao trono, Pedro vingou-se da morte da amada e executou todos aqueles que participaram da morte de Inês. Nessa breve história real você tem um exemplo triste de interesses humanos suplantando o mais nobre sentimento, o amor. Que isso nunca seja verdade em nossa vida, porque o amor verdadeiro é divino. Ao observar como os interesses sobem pela cabeça a gente começa a pensar que o ser humano não é de fato humano. Age com monstruosidade, com estupidez, com insensatez, nem de longe se parece com um ser criado por Deus. Mas o ser humano não foi sempre assim. Houve um tempo em que ele habitava no Éden e era feliz, nem de longe se suspeitava de algum ato ilegítimo, até o dia em satanás se intrometeu na vida do casal e plantou nele a semente do pecado. De lá para cá vemos o que vemos e que nos faz arrepiar de tamanha inconsequência. Mas um dia Jesus irá voltar e tudo que há de mal terá um fim. Não desanimemos, vamos aguardar, porque sua vinda é certa!

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