Meditação diária de 05/06/2017 por Flávio Reti
05/06/2017
32° Encontro de Ex-alunos
06/06/2017

Meditação diária de 06/06/2017 por Flávio Reti

Dia nacional do teste do pezinho

I Samuel 2:9    “Ele guardará os pés dos seus santos, porém, os ímpios ficarão mudos nas trevas, porque o homem não prevalecerá pela força”

Quando se ouve falar de “teste do pezinho” fica aquela impressão de que é alguma coisa muito insignificante, um testezinho qualquer como olhar se a orelha não saiu arranhada, se o narizinho não veio torto, mas não se trata disso. Na sua versão mais básica, o teste do pezinho deve ser feito até cinco dias após o nascimento e ele detecta, de saída, seis doenças graves. E como é esse teste? É uma picadinha no calcanhar do recém-nascido e a coleta de uma gotinha de sangue suficiente para detectar doenças sérias que poderão vir a se desenvolver durante seu crescimento. Pela sua importância, o teste do pezinho ganhou esse dia nacional como data comemorativa. Ele já era realizado em países mais desenvolvidos e foi trazido para o Brasil pela APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) e passou a ser obrigatório na rede pública de todo o país. Atualmente toda criança que nascer em território brasileiro já nasce com o direito de ter o teste do pezinho (screening neonatal é o nome) realizado gratuitamente, é lei. As maternidades e os postos de saúde se encarregam de coletar o sangue e os laboratórios oficias e credenciados fazem a triagem. Além das seis primeiras doenças possíveis de se desenvolver e que são detectadas antes dos 5 dias de vida, atualmente mais 4 doenças foram acrescentadas ao teste. Um boa coisa que nosso governo decretou. Saiba que existe o teste do pezinho SUPER, obrigatório nos países de 1º mundo que chega a detectar até 38 outros diagnósticos. Com certeza você já deve ter ouvido alguém falar a expressão “pés, para que vos quero”? Existe muita história para se contar com referência aos pés, desde os escravos da antiga Grécia que levavam a pé as crianças à escola e que eram chamados de pedagogo, até os índios bororós que apagavam seus rastos do caminho quando voltavam de algum enterro, para que, segundo a compreensão deles, a alma do falecido não voltasse seguindo suas pisadas. No interior do Brasil era costume levar os defuntos para o enterro sempre com os pés voltados para frente, significando sua última saída. Há a palavra pedante que está associada aos soldados romanos que combatiam descalços e muitas histórias até chegarmos ao atual pedólogo, aquele especialista que trata dos pés. Os pés são a base de sustentação para o corpo, para o equilíbrio e para os movimentos. Dependemos deles para a prática de exercícios físicos, para caminhar, pedalar, saltar, dançar. O futebol a gente deixa de lado, porque lá é proibido usar as mãos.

Na bíblia, Deus ordena a Moisés que tire o sapato dos pés porque estavam em terra santa. Na Santa ceia, Jesus se inclina e começa a lavar os pés dos discípulos. Maria lavou os pés de Jesus com perfume e enxugou com seus cabelos. Depois que ressuscitou, Jesus mandou Tome pôr o dedo na sua mão e nos seus pés.

Além do verso acima afirmando que Deus guardará os pés dos seus santos, há belíssimas orações e afirmações sobre os pés: “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra” (Sal.119:105), “Deus não deixará vacilar o teu pé” (Sal.121:3), “Quão formosos sobre os montes são os pés do que anuncia boas novas, que proclama a paz, que anuncia coisas boas…” (Is.52:7).

Por onde andam seus pés? Para onde seus pés o levam? “Há caminhos que para o homem parecem direitos, mas o fim deles conduzem à morte” (Prov.14:12). Estamos falando do teste do pezinho, mas o seu pezão, fica livre de vigilância? Você pode neste momento estar pisando em terreno proibido. Cuidado, onde pisa!

 

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