Meditação diária de 05/03/2019 por Flávio Reti – António Gonçalves da Silva
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06/03/2019

Meditação diária de 06/03/2019 por Flávio Reti – Manoel da Mota Coqueiro

06 de março

Daniel 9:9  “ Ao Senhor nosso Deus pertencem a misericórdia e o perdão, pois nos rebelamos contra ele”

Manoel da Mota Coqueiro

Ele era um rico fazendeiro da região norte do Estado do Rio que foi condenado à morte por ter supostamente mandado matar uma família inteira de colonos de suas terras.  Com isso ele ganhou o apelido de “a fera de Macabu”. Nos ambientes forenses, acredita-se que ele foi o primeiro condenado à morte e executado inocentemente. O sobrenome Coqueiro ele ganhou porque era de origem da fazenda Coqueiro que ficava em Campos dos Goytacazes e toda sua família passou a ser conhecida como a família Coqueiro. Ele mesmo não tinha posses, mas sua esposa tinha de herança cinco grandes propriedades rurais e uma delas se chamava Fazenda Bananal no local conhecido hoje como Conceição de Macabu que era na época um distrito da atual Macaé. Com o fim da escravidão, devido à lei Euzébio de Queiroz, ele, necessitando de mão de obra nas terras da família, fez parcerias com alguns colonos e entre eles estava um de nome Francisco Benedito da Silva e Manoel Coqueiro se aproveitou de uma das filhas desse colono deixando-a grávida. Com isso o pai da moça passou a exigir vantagens financeiras para a filha e não conseguindo passou a ameaçar Coqueiro ajudado por outros colonos vizinhos e pequenos proprietários. Coqueiro não era muito bem visto pela comunidade e até tinha uma rixa com seu primo o qual ausentando-se por algum tempo da cidade, deixou a noiva e Coqueiro a cortejou até conseguir casar-se com ela, fato este que o primo nunca perdoou. Outra razão da sua rejeição era ser ele um posseiro de grandes terras até mesmo propriedades dos jesuítas quando estes foram expulsos do Brasil. Lá um belo dia, a família de Francisco Benedito apareceu morta, esposa, três filhos e mais três crianças, somente a filha grávida escapou da chacina. O primo que guardava rancores se encarregou de levar o caso às autoridades com uma acusação. E o resto você já sabe, Coqueiro foi executado. Meu espanto com essa história foi o primo guardar rancores por tanto tempo, vinte e cinco anos, e nunca querer perdoar Coqueiro que se casou com sua noiva na sua ausência demorada. Quanta diferença dos ensinos de Jesus, o meigo e manso andarilho da Galileia, que ensinou sempre o perdão que para espanto de seus discípulos era para perdoar até setenta vezes sete. Na oração do Pai Nosso, ensinada por Jesus, ele ensina pedir a Deus que nos perdoe assim como nós perdoamos os que nos ofendem. Se for assim, e eu sei que é, o perdão tem mão dupla, primeiramente eu perdoo para depois ser perdoado, do contrário não vai terminar bem para nenhuma das partes. Precisamos lembrar que o perdão é divino, Deus mesmo primeiramente nos perdoou as ofensas em Cristo Jesus. Alimentar o ódio, dizia o pastor Antonio Braga, que é como “tomar veneno esperando que o outro morra” e com isso nos matamos a nós mesmos. No céu, para onde queremos ir, não entrará ninguém que não seja perdoado ou que nunca perdoou, logo, perdoe, porque do contrário ambos ficarão fora dos portais eternos.

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