Meditação diária de 05/02/2019 por Flávio Reti – Michael Gerard Tyson
05/02/2019
Meditação diária de 07/02/2019 por Flávio Reti – Clementina de Jesus
07/02/2019

Meditação diária de 06/02/2019 por Flávio Reti – Padre António Vieira

06 de fevereiro

Provérbios 22:6  “Instrui o menino no caminho em que deve andar e até quando envelhecer não se desviará dele”

Padre António Vieira

Quem leu alguma coisa de literatura provavelmente já tomou conhecimento de quem foi o padre Vieira. Ele aparece muito na literatura brasileira do século XVI. Nasceu em Lisboa, mas veio para o Brasil ainda criança, com seis anos, quando seu pai foi nomeado escrivão na Bahia. Ele estudou em colégio Jesuíta de Salvador , onde futuramente se tornou professor, e pela influência do colégio resolveu ser líder religioso tornando-se padre. Ele chegou a ser embaixador do Brasil na metrópole, Lisboa, mas como pessoa política sempre fracassou em todos os empreendimentos. Ele ganhou importância escrevendo sermões nos quais denunciava as injustiças de vários tipos, especialmente as que Portugal impunha sobre o Brasil colônia. Era também responsável de escrever anualmente e traduzir para o latim a “Carta Ânua”, que era um relatório anual dos trabalhos da Companhia de Jesus na província e que era encaminhada ao Superior-Geral da Companhia em Roma, no Vaticano.

Seus sermões eram predicados nas igrejas e também escritos. Neles o padre Vieira defendia os escravos, os brancos escravisados e os índios que eram explorados de forma desumana, conhecido por estes como “Paiaçu”, significando “grande Pai”. Ardoroso defensor também dos judeus perseguidos na época pela inquisição. Seus comentaristas dizem que ele era muito tautológico, isto é, repetia sempre a mesma coisa, mas com palavras diferentes. Sua genialidade oratória era impressionante e sua riqueza vocabular notável. Segundo os críticos, ele se tornou mestre nas sutilezas e nos trocadilhos. Deixou-nos mais de duzentos sermões e mais de quinhentas cartas dirigidas a monarcas, diplomatas e autoridades do clero nas quais debatia problemas políticos e revelava os problemas da realidade brasileira. Veja o seguinte trecho de um de seus sermõs: “Os magnetos atrem o ferro, os magnatas atraem o ouro. Os valores levam as feridas, os venturosos os prêmios. Perde-se o Brasil porque os ministros de vossa alteza não vêm cá buscar nosso bem, mas vem cá buscar nossos bens. Peço desculpas por ter sido longo, por não ter tempo de ser breve”. A lição que o padre Vieira me deixa é a lição da influência.

Ele ainda era criança quando veio para o Brasil, não tinha definição para a vida. Seu pai o matriculou no colégio Jesuíta e foi daí que ele resolveu ser padre. O poder da influência é muito significativo na vida das pessoas, especialmente na mente dos mais jovens. A bíblia está cheia de razões quando diz para ensinar a criança no caminho que deve andar e quando envelhecer ela não se desviará dele. Uma pessoa quando ainda jovem, sabe que vai crescer, tem a certeza de crescer, mas não sabe ainda para que lado pender, que rumo tomar. Vai depender dos ventos que virão durante seu crescimento e das influências que sofrerá no seu ambiente de vida. É muito verdadeiro aquele pensamento que diz que “os filhos são o que são porque tiveram os pais que tiveram”. Por isso, os pais devem tomar muito cuidado, porque estão influenciando para o bem ou para o mal. A vida do Padre Vieira mostra isso claramente.

Os comentários estão encerrados.