Outubro rosa
04/10/2017
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05/10/2017

Meditação diária de 05/10/2017 por Flávio Reti

05 de outubro
Dia das aves

Provérbios 27:8   “qual a ave que vagueia longe do seu ninho, tal é o homem que anda vagueando longe de seu lugar”

As aves têm uma magia que sensibiliza qualquer um. Elas trazes simbolismo e sempre representam a liberdade. Nas lendas da antiga Grécia, havia uma ave chamada Fênix que assim que pressentia que iria morrer ela arrumava seu ninho com plantas aromáticas e deixava que o sol queimasse as plantas com ela juntamente. Das suas cinzas surgia uma nova Fênix que para os gregos era símbolo da imortalidade.

Deixando a lenda de lado, aas aves reais desempenham um papel importante na natureza espalhando sementes e gerando novas árvores, o pulmão do mundo. Desde que Gonçalves Dias cantou sua terra que tinha palmeiras onde canta o sabiá, essa ave passou a ter um enorme significado na cultura brasileira. O sabiá é, por decreto presidencial de 3 de outubro de 2002, a ave símbolo nacional oficial representando a fauna ornitológica brasileira. Muitos países costumam ter aves representando aspectos de seu povo. A andorinha é a ave nacional da Áustria, a cotovia é a ave nacional da Dinamarca, a Argentina tem o nosso João-de-barro sua ave nacional, na Alemanha é a cegonha, na Inglaterra é o Robyn que com seu canto inspirou Shakespeare a escrever Romeu e Julieta, e o Brasil tem o seu sabiá, sem esquecer da arara azul. Para o professor da UNICAMP, Jacques Viellard, membro da academia de ciências, o Brasil acertou escolhendo o sabiá por ser muito popular e por seu canto maravilhoso que ilustra a alma brasileira, alegre e cheia de saudade. Estive na cidade de Ituiutaba, Minas Gerais, implantando a TV Novo Tempo e enquanto estávamos no alto da torre de televisão fomos várias vezes rodeados por um bando de araras fazendo um escarcéu pelos ares. Elas sobrevoam a cidade e pousam em cima das casas livremente. As araras azuis são um dos animais mais usados para incentivar a pintura. Pelo fato de serem aves muito bonitas pela sua plumagem, elas se prestam muito bem como modelo de todos os artistas.

Falando do cuidado de Deus, encontramos a seguinte afirmação: “Deus é amor” (I João 4:8) está escrito sobre cada botão que desabrocha, sobre cada haste de erva que brota. Os amáveis passarinhos, a encher de música o ar, com seus alegres trinos; as flores de delicados matizes, em sua perfeição, impregnando os ares de perfume; as altaneiras árvores da floresta, com sua luxuriante ramagem de um verde vivo – todos testificam da terna e paternal solicitude de nosso Deus, e de Seu desejo de tornar felizes os Seus filhos” (Caminho a Cristo, p.10).

No Sermão do Monte, Cristo ensinou aos discípulos preciosas lições quanto à necessidade de confiar em Deus. Essas lições visavam a animar Seus filhos através de todos os séculos, e chegaram até nós plenas de ensinos e conforto. O Salvador apontou a Seus seguidores as aves do céu, modulando suas canções de louvor, livres de cuidados, pois “não semeiam, nem segam”. E, no entanto, o grande Pai lhes supre as necessidades. Pergunta o Salvador: “Não tendes vós muito mais valor do que elas?” (Mat. 6:26). O grande Provedor dos homens e animais abre as mãos e supre a necessidade de todas as Suas criaturas. Não reputa as aves do céu inferiores ao Seu cuidado. Não lhes põe o alimento no bico, mas toma providências para lhes satisfazer as necessidades. Cumpre-lhes apanhar as sementes que para elas espalha. Têm de preparar o material para o ninhozinho. Precisam de alimentar os filhotes. E saem ao seu trabalho cantando, pois “vosso Pai celestial as alimenta”. E “não tendes vós muito mais valor do que elas?” Não tendes vós como adoradores inteligentes e espirituais, mais valor do que as aves do céu? Não há de o Autor de nosso ser, o Conservador de nossa existência, Aquele que nos formou à Sua própria e divina imagem, não há de Ele prover as nossas necessidades, se tão somente nele confiarmos?” 
(Caminho a Cristo, p. 123).

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