Meditação diária de 04/08/2019 por Flávio Reti – Ana Maria de Jesus Ribeiro
04/08/2019
Meditação diária de 06/08/2019 por Flávio Reti – Ehrich Weisz
06/08/2019

Meditação diária de 05/08/2019 por Flávio Reti – Carlos Frederico Werneck de Lacerda

05 de agosto

Lucas 6:7  “Os escribas e fariseus observavam-no … para acharem de que o acusar”

Carlos Frederico Werneck de Lacerda

Esse mineiro de Vassouras foi jornalista e político, galgou quase todos os cargos públicos, de vereador a deputado federal, inclusive governador do Estado da Guanabara. Fundou também um partido político a UDN (União Democrática Nacional), foi fundador e dono do jornal Tribuna da Imprensa e também fundador de uma Editora, a Nova Fronteira.  Seu nome Carlos Frederico se deveu ao interesse político de seus pais e aos nomes de Karl Marx e Friedrich Engels, os fundadores do comunismo. Seu pai, Sebastião Lacerda fora ministro do Supremo Tribunal Federal e também ministro dos transportes no governo de Prudente de Morais. O jovem Carlos, quando estava na faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais da Universidade do Rio de Janeiro, se destacou dos demais alunos como orador e foi ativo no movimento estudantil de esquerda. Quando percebeu que tinha ascendência nas áreas políticas, Carlos abandonou o curso para fazer apenas política e se tornou um militante acirrado das ideias comunistas. No governo de Getúlio, ele conseguiu reunir os desempregados do Rio de Janeiro e de Santos, em São Paulo, e arregimentar uma turba contra Getúlio implantando a Revolução de 1930 em que ocorreram ataques ao comércio. O levante comunista foi descoberto e destroçado pela polícia repressiva. Não resolvido ainda, 3 anos depois ele lia, diante de uma multidão, um manifesto lançando oficialmente a Aliança Nacional Libertadora, uma entidade comunista para infernizar a política de Getúlio Vargas. Em 1935 surgiu um movimento denominado Intentona Comunista que foi reprimido e fracassado e Carlos Lacerda se obrigou a fugir para Vassouras e se esconder em propriedades da família. Em 1939 ele abandonou as ideologias comunistas e se disse conservador e direitista, mas sempre fazendo oposição a Getúlio. Ele sempre usou seu jornal para fazer acusações contra Getúlio no intuito de derrubá-lo, até que um dia ele foi vítima de um atentado a bala na frente do prédio onde morava quando voltava de uma palestra num colégio da cidade do Rio. Seus jovens acompanhantes revidaram e um major da aeronáutica morreu, enquanto Carlos Lacerda foi atingido num dos pés. Claro, ele acusou os policiais do palácio como perpetradores do crime de atentado. Tudo era publicado no seu jornal, mas da sua moda, e aproveitando a comoção pública com a morte do major, ele e alguns militares descontentes com a política do governo se encarregaram de fomentar ainda mais a crise e ainda mais que as investigações chegaram a ao chefe da guarda pessoal do presidente e do irmão do presidente como autores do crime. E com isso Getúlio cada vez mais desmoralizado e os militares começaram a deixar Getúlio sozinho. Poucos dias depois desse episódio, a crise se agravou, as Forças armadas pediam a renúncia de Getúlio e com isso Getúlio se suicidou. O suicídio do presidente reverteu a situação e provocou uma imensa onda de comoção pública obrigando Carlos Lacerda a deixar o país. Os revoltosos saíram às ruas destruindo bancas e jornais ligados à oposição. Há muito mais sobre Carlos Lacerda, mas o que temos aqui já é suficiente para tirarmos alguma lição. Ele parece que nasceu para ser contra a todos. Não é este um comportamento semelhante do grande acusador de Cristo e de seus filhos? Satanás vive para acusar os irmãos (Apoc.112:10) e cabe a nós nos precavermos de ser arrolados por ele nalguma sedição falsa. “Aquele que está em pé, cuide para que não caia” (I Cor.10:12).

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