Meditação diária de 05/04/2020 por Flávio Reti – Compasso
05/04/2020
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05/04/2020

Meditação diária de 05/04/2020 por Flávio Reti – Compasso

05 de abril

Lucas 10:23  “…”Bem aventurados os olhos que veem o que vós vedes”

Compasso

Ao mencionar a palavra compasso, ela deve vir acompanhada de algum adjetivo restritivo, porque existem várias palavras compasso com significado diferentes. Se não for especificado você não saberá de qual compasso estou falando. Pensei primeiramente no compasso como um dos símbolos da maçonaria, uma ferramenta reminiscência da origem dos maçons, entre os construtores, os pedreiros livres da França. Depois pensei em compasso como uma notação musical, aquela divisão em blocos de uma composição musical baseando-se em batidas e pausas. O compasso musical facilita a execução da música, porque ele define o tempo, o ritmo e o andamento da composição. Posso estar pensando em compasso como o nome de uma constelação pequena no hemisfério sul descoberta em 1756 pelo astrônomo francês Nicolas Louis de Lacaille porque as estrelas dessa constelação se agrupam de forma a se parecer com um compasso, a ferramenta de desenhar círculos. É exatamente neste compasso, a ferramenta dos desenhistas, cartografistas, engenheiros civis e arquitetos, que eu tenho em mente. Segundo à História, o compasso foi uma invenção de Galileu, em 1597. Mas Galileu incrementou, não foi apenas uma peça com dois braços, uma ponta fixa e uma outra com um grafite para simplesmente fazer um círculo. O compasso de Galileu permitia fazer cálculos complicados, elaborar várias operações geométricas. Os braços desse compasso eram ligados por um disco onde estavam escritas várias escalas, braços telescópicos que permitiam aumentar o tamanho do compasso. O compasso de Galileu não deve ser confundido com o compasso de desenho, porque ele é uma ferramenta muito mais sofisticada. Um compasso é uma ferramenta muito útil, não fique pensando que foi inventado pelo Macgyver quando ele pegou um garfo, entortou e virou um compasso. Quando eu estava cursando o Ensino Médio, o saudoso professor Laurindo Costa dava as aulas de desenho. Ele costumava colocar umas peças de gesso sobre a cadeira e a cadeira sobre a mesa e dizia “cópia ao natural, gente”! Naquela hora eu queria morrer, porque eu fui um péssimo aluno em desenho e sou até hoje, minha nota era sempre zero. Minha salvação era quando ele pedia alguma coisa que usava régua, transferidor e compasso, daí eu me salvava e ficava ali no 5 de média. Então, o compasso me lembra muita coisa, inclusive aulas de desenho, nas quais eu sofri muito e passei muita vergonha da minha incompetência. Mas, então, conjecturando, um compasso é a ferramenta certa para se fazer um círculo com um ponto exatamente no centro. Não seria uma boa comparação desse círculo com nossa vida tendo a Deus no centro? Porque tudo gira ao redor de um Deus que tudo vê, tudo sabe e tudo controla. Se Deus estiver no centro de nossa vida, tudo vai fluir melhor.

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