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04/11/2017

Meditação diária de 04/11/2017 por Flávio Reti

04 de novembro
Dia do inventor

Jó 13:4   “Vós, porém, sois forjadores de mentiras e, vós todos, médicos que não valem nada”

Há uma lenda atribuída a Ícaro, filho de Dédalo, na antiga Grécia, que tinha o sonho de voar. Seu pai que era inventor projetou asas juntando penas de aves de vários tamanhos e amarrou-as umas às outras e prendendo-as com cera foi moldando de forma a ficar o mais parecido possível com as asas das aves. Quando terminou, ele mesmo, agitou as asas e ficou suspenso no ar. Em seguida vestiu seu filho, Icaro, e o ensinou a voar. Mas advertiu seu filho de que deveriam voar não muito alto, para não se aproximar muito do sol, porque o calor poderia derreter a cera que prendia as penas e também não voasse muito baixo para o mar não molhar as penas. Eles se achavam, de início como deuses, porque haviam dominado o elemento ar. Ícaro, novato na aventura, se encantou com a beleza do sol e foi se aproximando dele, voando em sua direção. Ele se esqueceu totalmente das instruções de seu pai e subiu deslumbrado cada vez mais perto do sol, até que a cera de suas asas começou a derreter e se soltar e em pouco tempo Ícaro despencou caindo no mar e morrendo afogado. Sua invenção não deu certo.

Thomas Edson, o inventor mais prolífico dos Estados Unidos, foi o que mais patentes registrou. Desde a lâmpada elétrica, o pneu, o fonógrafo, a bateria e uma série de outros inventos. Acontece que enquanto trabalhava na invenção da lâmpada, a luta maior foi em descobrir um filamento que se tornasse incandescente e não se queimasse. Nessa sua luta ele chegou a fazer mais de mil experiências, quando um amigo chegou e disse, “desista, você já experimentou mais de mil coisas que não funcionaram, isso não vai dar certo”. “Não”, respondeu Edson, “eu já descobri mil coisas que não funcionam”.

Assim vai a vida dos inventores, sempre através de erros e acertos é que eles chegam a algum resultado positivo. Assim são muitas pessoas ao longo de suas vidas. Elas passam a vida inteira cometendo erros, lá de vez em quando acertam alguma coisa e vão vivendo a aventura da vida. Nós, cristãos, não podemos passar a vida errando e às vezes acertando, temos que inverter essa lógica. Nosso objetivo é viver a vida acertando sempre e se cometermos algum erro, será a exceção e nunca a regra.

O profeta Isaías fala de uma nova terra quando Cristo, o Messias, viesse ao mundo. Depois de descrever as belezas da terra e os atos do Messias, ele fala de um caminho que se chamará “o caminho Santo”. “O imundo não passará por ele, mas será para os remidos. Os caminhantes e até mesmo o loucos nele não errarão” (Is.35:8). Assim são os caminhos de Deus, ninguém erra quando caminha por eles, nem mesmo um louco. O perigo é que nós nos achamos na encruzilhada dos caminhos, temos que tomar decisões diariamente, e não temos, talvez, uma definição de vida, não sabemos com certeza qual caminho seguir e, fundamentados em nossas percepções falhas, tomamos o caminho geralmente errado.

As advertências da Palavra de Deus com respeito aos perigos que rodeiam a igreja cristã pertencem a nós hoje. Como nos dias dos apóstolos os homens procuravam destruir a fé nas Escrituras pelas tradições e filosofias, assim hoje, pelos aprazíveis sentimentos da “alta crítica”, evolução, espiritismo, teosofia e panteísmo, o inimigo da justiça está procurando levar as almas para caminhos proibidos. Para muitos a Bíblia é uma lâmpada sem óleo, porque voltaram a mente para canais de crenças especulativas que produzem má compreensão e confusão. A obra da “alta crítica”, em dissecar, conjecturar, reconstruir está destruindo a fé na Bíblia como uma revelação divina. Está roubando a Palavra de Deus em seu poder de controlar, erguer e inspirar vidas humanas” (Atos dos Apóstolos, p.474).

É erro entreter o pensamento de que Deus Se agrada de ver Seus filhos sofrerem. Todo o Céu se interessa na felicidade do homem. Nosso Pai celeste não impede a nenhuma de Suas criaturas o acesso aos caminhos dos prazeres. Os apelos divinos tão somente nos exortam a abster-nos dos prazeres que sobre nós trariam sofrimentos e desilusões e nos fechariam as portas da felicidade e do Céu. O Redentor do mundo aceita os homens tais como são, com todas as suas necessidades, imperfeições e fraquezas e Ele não só purifica do pecado e concede redenção pelo Seu sangue, como também satisfaz aos anseios do coração de todos os que consentem em tomar o Seu jugo e carregar o Seu fardo. É seu propósito comunicar paz e descanso a todos os que a Ele vão em busca do pão da vida. Não requer de nós senão o cumprimento dos deveres que guiarão nossos passos às alturas da bem-aventurança, as quais os desobedientes jamais atingirão. “A verdadeira, a feliz vida da alma é ter Cristo no coração, Ele que é a Esperança da glória” (Caminho a Cristo, p.46). Ninguém precisa ser inventor, ninguém precisa inventar nada, os caminhos de Deus estão aí, tão claros como o meio dia. Basta segui-los.

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