Meditação diária de 03/08/2017 por Flávio Reti
03/08/2017
Comentário da Lição 6 (3o Trim/2017) por Membros da Classe do Moisés Sanches Júnior
04/08/2017

Meditação diária de 04/08/2017 por Flávio Reti

04 de agosto

Dia do padre

I Samuel 2:35   “Eu suscitarei para mim um sacerdote fiel que fará segundo está no meu coração e na minha mente…”

Na hierarquia católica, o papa é considerado Deus na terra e o mundo católico o considera representante de Deus na terra, e os demais na hierarquia são seus enviados, desde a ascensão do papado em 538 d.C. Cabe a eles, os seus subalternos, entre outras atribuições, a celebração de eventos como missas, dar a comunhão para os seus fiéis e também é ele quem celebra momentos importantes como batizados, casamentos, funerais. Para aqueles que creem na Igreja Católica Apostólica Romana, a figura do padre se equivale e se assemelha muito a de um pai que inclusive a palavra padre significa pai, em diversos idiomas. O dia do padre é celebrado de maneira oficial no Brasil, no dia 4 de agosto, pois é nessa data que ocorre a festa de São João Maria Vianney, que é celebrada desde 1929, ano em que o Papa Pio XI declarou São João Maria Vianney como o padroeiro dos padres. Se você é católico e sente que o padre de sua paróquia é um verdadeiro pastor e pai, vale a pena cumprimentá-lo hoje e agradecer por seus feitos de bondade e pela sua presença. É momento de agradecimento, mas é também momento de dizer a ele que o sumo pastor, Jesus Cristo é quem dirige tudo. Coisa de católico, a título de curiosidade.

Eu observo um padre por um outro ângulo. Olhando para sua vida, vejo que ela é uma aventura incrível, ela é monótona, dentro de uma batina escura nada confortável, não tem um lar para voltar depois do dia, não é um pai de família, não tem filhos legítimos, não tem o amor de uma esposa. Tem uma congregação inteira na sua frente mas ninguém é alguma coisa dele, além de paroquianos de sua comunidade. Não deve ser fácil ser padre. A vida deve ser uma aventura para todos os homens, deve amar, namorar, casar, ter filhos, ter uma profissão (se um padre deixar de ser padre, vai fazer o quê?), ter uma família, sair para trabalhar e voltar para casa com saudades de seu aconchego, comer à mesa com a família, discutir os acontecimentos do dia com filhos e esposa, repartir o dinheiro com as coisas necessárias para a vida da família. Isso quebra a monotonia e traz a alegria da vida em grupo.

Vale a pena lembrar ao atividade dos padres no período da Reforma Protestante na Europa. As maneiras mentirosas, traiçoeiras com que trataram os reformadores. Como foram hábeis em jogar a opinião pública contra os servos de Deus, como forçavam manter a Europa na ignorância para fazer medrar suas pretensões escusas. Ao vender indulgências com o claro propósito de construir no vaticano, estavam enganando sabidamente a população simples que neles depositavam confiança. E no final assassinar os heróis da fé com a propaganda de defender a verdade, sabidamente mentira, estavam fazendo o jogo de satanás. Arrogando-se a si as prerrogativas divinas de poder perdoar, estavam abertamente blasfemando e zombando do poder de Deus para salvar. Sinceramente, respeito o dia do padre, mas quando olho para sua história vejo-a manchada com o sangue dos mártires, com a nódoa escura da pretensão, com o asco da mentira e com a cegueira de séculos da idade escura na qual o povo foi mantido na ignorância, e tem mais, eram proibidos de buscar a palavra de Deus que estava acorrentada aos mosteiros, longe do alcance dos míseros mortais. A queima da palavra de Deus em praças públicas era um verdadeiro ato de selvageria contra a sede de conhecimento dos pobres da Europa. Houve homens no passado, verdadeiros servos de Deus que ousaram desafiar o papado e seus prelados com as escrituras aberta na mão. O grande princípio mantido por Tyndale, Frith, Latimer e os Ridleys, Lutero, Huss, Wiglify, Guilherme Farel, John Knox foi a divina autoridade e suficiência das Sagradas Escrituras. Rejeitaram a pretensa autoridade dos papas, concílios, padres e reis de governarem a consciência em matéria de fé religiosa. A Bíblia era sua norma, e para esta eles levavam todas as doutrinas e todos os reclamos. A fé em Deus e em Sua Palavra sustentava aqueles homens santos, ao renderem a vida no instrumento de tortura. O legado dos papas e dos seus sacerdotes é negro na história do evangelho. Que Deus tenha misericórdia dos padres que existem ainda hoje, a despeito de vivermos num mundo tão esclarecido.

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