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Meditação diária de 04/06/2017 por Flávio Reti

Dia mundial da criança vítima de agressão

Mateus 18:3    “Em verdade vos digo que. Se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus”

O Dia Internacional das Crianças Inocentes Vítimas de Agressão observa-se a 4 de junho. Mas longe de ser um dia de celebração, é mais um dia de protesto, de reflexão e em alguns casos de luto porque todos os dias crianças são vítimas de agressão além de física também psicológica. E você pensa que é na escola, na rua, não, na maioria das vezes dentro de suas próprias casas e pelos seus próprios familiares. Não temos noção de quantas são vítimas de afogamento, de espancamento, de queimaduras, de envenenamento, de trabalho infantil escravo, de clausura, e se tudo fosse pouco, vítimas de abuso sexual. Exatamente na hora em que elas estão formando seu senso crítico de valores, de construção do pensamento, da construção do caráter, de cidadania, elas são abusadas por algum crápula infeliz da sociedade. A escolha desse dia, como dia mundial da criança vítima de agressão, é para despertar atenção para de algum modo garantir um ambiente seguro a fim de que essas crianças cresçam como novas cidadãs, participantes da vida, como todos queremos ser. Também serve esse dia para chamar a atenção de pais, professores, governantes, familiares e população em geral, porque as crianças são o melhor que temos para projetar o futuro das famílias, das sociedades e finalmente do mundo. Mas não para por aí apenas com agressão direta à criança, há outras formas de agressão tão malditas como as outras ou mais. Naturalmente, a agressão física é a mais dolorosa biologicamente, mas o que dizer da agressão psicológica, social, econômica. São diversos e variados os meios de agressão e de um jeito ou de outro temos que fazer alguma coisa para barrar essa avalanche vergonhosa. A violência é a principal causa de morte global de crianças. Estamos destacando a violência contra crianças, mas paralelo a tudo existe ainda a violência contra jovens e mulheres, um outro capítulo negro. Na capital de São Paulo, 64% das denúncias de agressão acontecem dentro de casa, segundo o SOS Crianças.

Esse assunto de agressão à criança não vem de hoje. A bíblia relata casos hediondos praticados com crianças. O rei Manassés, rei de Israel, a nação escolhida, cometeu abominações piores que os reis pagãos ao seu redor. Chegou a oferecer seu filho no altar pagão por ele construído. Desejando o pago aos babilônios, os israelitas citam um costume perpetrado pelos vencedores, o de tomar as crianças e bater com elas nas pedras (Sal.137:8,9). Nos dias de Herodes, à época do nascimento de Cristo, ele mandou executar todas as crianças de dois anos para baixo (Mat.2:16). Assim eram vistas as crianças no passado. Agora, depois de mais de 2.000 anos de evolução e revolução do conhecimento, ainda se vê abusos tão violentos contra as indefesas crianças. Jesus não via assim, note que quando os discípulos quiseram evitar que as mães lhe trouxessem as crianças para serem abençoadas, afastando-as, Jesus se adiantou dizendo “Deixai vir a mim os pequeninos, porque deles é o reino dos céus” (Mat.19:13-15). O mestre via diferente dos discípulos, sua visão era mais profunda. “Nas crianças que foram postas em contato com Ele, Jesus viu os homens e as mulheres que deviam ser herdeiros de Sua graça, e súditos de Seu reino, e alguns dos quais se tornariam mártires por amor dele. Sabia que essas crianças haviam de Lhe dar ouvidos e aceitá-Lo como seu Redentor muito mais prontamente do que o fariam os adultos, alguns dos quais eram os sábios segundo o mundo e endurecidos de coração. Ensinando, Ele descia ao seu nível. Ele, a Majestade do Céu, respondia-lhes às perguntas, e simplificava Suas importantes lições para alcançar-lhes o infantil entendimento. Plantava-lhes no espírito a semente da verdade que, nos anos por vir, brotaria e daria frutos para a vida eterna” (Ciência do Bom Viver, p.42). Será que é muito difícil desenvolvermos essa sensibilidade para saber tratar bem nossas crianças? Será que não é possível alimentar, educar, fazer crescer para serem cidadãos conscientes? Observe o desejo que o salmista expressa pelos jovens “que nossos filhos sejam, na sua mocidade, como plantas viçosas, e nossas filhas, como pedras angulares, lavradas como colunas de palácio” (Sal.144:12). São essas crianças que no futuro assinarão nossa aposentadoria, são elas que comprarão nosso túmulo e farão nosso funeral, são elas que dirigirão os destinos do país. E, então, como será? Depende!

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