Meditação diária de 03/08/2019 por Flávio Reti – Guilherme Paraense
03/08/2019
Meditação diária de 05/08/2019 por Flávio Reti – Carlos Frederico Werneck de Lacerda
05/08/2019

Meditação diária de 04/08/2019 por Flávio Reti – Ana Maria de Jesus Ribeiro

04 de agosto

Salmos 103:14  “Pois ele se conhece a nossa estrutura e lembra-se de que somos pó”

Ana Maria de Jesus Ribeiro

Essa mulher entrou para a história mais conhecida como Anita Garibaldi por ser uma revolucionária reconhecida pela sua atuação na Revolução Farroupilha e também no movimento de Unificação da Itália ao lado de seu marido, também revolucionário, Giuseppe Garibaldi. Há quem a considere heroína de dois mundos, aqui e na Itália. Anita era descendente de portugueses cujo pai era comerciante na cidade de Lages e a menina Anita era a terceira dos dez filhos (6 meninas e 4 meninos) da família Ribeiro. Com a morte do pai, as condições financeiras obrigaram Anita a se casar cedo, com 14 anos com um tal Manuel Duarte de Aguiar que depois de apenas 3 anos de casado se alistou no exército e abandonou a esposa ainda jovem, com 17 anos. Mas eis que veio a guerra dos Farrapos, ou a Revolução Farroupilha, e entre os revolucionários havia um guerrilheiro italiano de nome Giuseppe Garibaldi que conheceu Anita em Laguna, Santa Catarina, e se apaixonou por ela. Ela o acompanhou pelo resto da vida, seguindo-o para o Rio Grande do Sul, para o Uruguai e depois para a Itália. Aconteceu assim: Giuseppe estava a bordo de uma embarcação indo para Laguna e ao passar, ele ia observando as casas da orla com uma luneta. Certo momento ele viu um grupo de moças passeando pela praia e uma delas lhe chamou a atenção. Ele se muniu de um barco menor e foi até a praia a procura da moça que viu com a luneta, mas não a encontrou no local onde a havia visto. Mas providencialmente, depois de desanimado da empreitada, um habitante local o convidou para tomar um café na sua casa e para sua surpresa lá estava a moça que procurava. Casaram-se e 2 anos depois, 1838, Anita decide ir com Giuseppe a bordo de um navio numa expedição militar. Em Imbituba o navio dos revolucionários se deparou com a guarda da marinha imperial e aconteceu a famosa batalha de Laguna. Anita, então, munida de um barquinho cruzou várias vezes, correndo risco de morte, até a praia para trazes munições aos combatentes, atravessando a linha de fogo. Em 1840 participou da batalha dos Curitibanos onde foi feita prisioneira porque abastecia de munição os soldados. O comandante que a prendeu permitiu que ela fosse procurar o cadáver de seu marido, supostamente morto, e ela aproveitou e fugiu a cavalo atravessando o Rio Canoas foi encontrar-se com Garibaldi em Vacaria. Poucos dias depois o exército imperial cercou a casa onde estava Anita e o marido, mas Anita mais uma vez fugiu a cavalo com um recém-nascido no colo. Deixando o exército revolucionário, eles foram para o Uruguai e de lá para Nice, na França e de lá para a Italia para perto da família Giuseppe. Estando na Itália rompeu a guerra franco-Austríaca e eles tiveram que fugir de Roma. Ela, grávida do 5º filho não aguentou e doente morreu junto com a criança perseguida pelo exército austríaco. Um exemplo de dedicação e coragem, hoje é nome de cidades, avenidas e consta no livro dos heróis da pátria.

Mas que levou ela desta vida? Nada, absolutamente nada! E o que pensamos nós que vamos levar? Também absolutamente nada. Por isso é que devemos repensar a vida. Não compensa viver aqui, temos que sonhar com o céu.

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