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Meditação diária de 04/04/2019 por Flávio Reti – Agenor de Miranda Araújo Neto

04 de abril

João 14:18  “Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós”

Agenor de Miranda Araújo Neto

Identificou quem era? Era brasileiro, nascido nesta data, 4 de abril de 1958 e morreu no Rio de Janeiro em 1990. Grande letrista de músicas populares brasileiras, cantor, compositor e poeta. Durante bom tempo foi componente do grupo Barão Vermelho. Tinha um comportamento rebelde, polêmico e mantinha uma vida boêmia. Seu nome de guerra? Cazuza! No tempo em que a AIDS (síndrome da imunodeficiência adquirida) era tabu, ninguém queria falar disso em público, ele se declarou numa entrevista que era soropositivo e que era bissexual. Esse apelido de Cazuza ele recebeu bem antes de nascer e ele mesmo, durante a infância sequer sabia seu verdadeiro nome, que lhe foi dado por insistência da avó paterna. Muitas vezes teve problema na escola porque não respondia à chamada e quando a professora chamava Agenor ele ignorava porque pra ele, seu nome era mesmo Cazuza. Já adulto, descobriu um cantor e compositor conhecido por Cartola cujo nome também era Agenor e daí em diante começou aceitar seu verdadeiro nome de cartório e de batismo na igreja católica. Ele teve oportunidade, dada pelo pai, de fazer um curso de fotografia na Universidade da Califórnia e quando esteve por lá, ele teve contato com uma literatura estranha chamada de Geração Beat, escrita pelos conhecidos poetas malditos e isso influenciou grandemente sua vida. Assim que ele deixou o grupo Barão Vermelho para seguir carreira solo, ele começou a ter febre e pneumonia que já eram prenúncios da AIDS se instalando no corpo. Ele não era de família pobre, seu pai era produtor e dono de uma gravadora e o levou para tratamento nos Estados Unidos onde foi tratado com o famoso AZT. Quando, em 1989, entrou para receber um prêmio oferecido pela SHARP, ele já entrou em cadeira de rodas e com a voz fraca e embargada. Em 1990, com apenas 32 anos morreu Cazuza, vítima da AIDS. Hoje, na sua sepultura, no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro, está uma lápide com seus dados pessoais e uma frase muito significativa: O TEMPO NÃO PARA, nome de uma de suas músicas de sucesso, e logo abaixo seu nome Cazuza. Com apenas dez anos de vida artística, Cazuza deixou 126 músicas gravadas, delas 78 ainda inéditas e 34 oferecidas para outros artistas.

Se compararmos as vidas de Cazuza e a vida de Jesus Cristo, vamos notar que viveram quase a mesma quantidade de anos. Ambos morreram jovens, mas o legado que deixaram é bem diverso. Um deixou músicas de rock e nada mais além disso. Outro deixou uma nova filosofia de vida chamada de evangelho, curou pessoas, orientou vidas, incentivou a luta pela vida, deu esperança aos homens e deixou também uma grande promessa de um dia voltar. Em qual dos dois você prefere acreditar hoje? Hoje Cazuza não lhe oferece nada de interesse, ao passo que Cristo ainda nos oferece o céu, a vida eterna. Hoje Cazuza está morto e já deve ter virado pó, enquanto Jesus está no céu preparando-nos um lugar para vir nos buscar. É uma questão de aguardar confiante e preparados para a transladação que certamente já está batendo às nossas portas.

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